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май 29, 2026
Эль-Ниньо: серьезное предупреждение климатического агентства о природном явлении в 2026 году
Прибрежное Эль-Ниньо, природное явление, вызывающее периодическое потепление вод Тихого океана, усиливается из-за последствий изменения климата, и метеорологические наблюдения предупреждают о перегреве прибрежного региона между Перу и Эквадором.

TL;DR
- Прибрежное Эль-Ниньо, усиленное изменением климата, вызывает сверхнормативное потепление вод Тихого океана у берегов Перу и Эквадора.
- Температуры в регионе Niño 1+2 превысили 2,1°C по индексу ONI, что указывает на значительное перегревание вод с ноября 2023 года.
- В отличие от классического Эль-Ниньо, прибрежное Эль-Ниньо имеет более региональное воздействие, но может усиливать негативные последствия для западного побережья Южной Америки, как это произошло в Перу в 2017 году.
- Изменение климата, вызванное выбросами парниковых газов, приводит к более быстрому и глобальному потеплению тропических океанов.
- Метеорологические прогнозы указывают на возможное дальнейшее повышение температуры вод у Перу и Эквадора в ближайшие недели, что может повлиять на атмосферную циркуляцию в мировом масштабе.
- Последствия Эль-Ниньо для Бразилии варьируются: увеличение осадков на юге и засуха на севере и северо-востоке, тогда как в центральных и юго-восточных регионах возможно снижение осадков и повышение температуры.
O El Niño costeiro, fenômeno natural que gera o aquecimento periódico das águas do Oceano Pacífico, tem sido intensificado pelas consequências das mudanças climáticas, e observações meteorológicas alertam para um superaquecimento da região costeira entre o Peru e o Equador.
Segundo dados divulgados pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), as temperaturas do mar têm sido anômalas na região Niño 1+2, uma área do Pacífico Leste próxima à costa oeste da América do Sul.
As temperaturas na região ficaram acima de 2,1°C, segundo o índice ONI (Oceanic Niño Index), que determina os parâmetros médios globais para o El Niño.
O valor indica um sobreaquecimento das águas do Pacífico desde novembro de 2023, quando o último El Niño já demonstrava ser mais potente do que o usual.
A Oscilação Sul, como se chama a ocorrência do El Niño, surge de variações nos ventos e nas temperaturas da superfície do Pacífico tropical, e é um fenômeno comum, apesar de irregular.
Ele altera a circulação dos ventos e das correntes marítimas para mudar os regimes de chuva no planeta, com efeitos sentidos de maneiras diversas em cada região.
Em condições normais, os ventos que sopram de leste para oeste costumam empurrar as águas quentes do Pacífico em direção à Oceania e à Ásia, o que movimenta águas profundas (mais frias) rumo à costa da América do Sul, no fenômeno conhecido como ressurgência. Como resultado, a água quente permanece e se acumula próximo à costa da América do Sul, e o regime de chuvas se altera.
No Sul do Brasil, o El Niño costuma aumentar as chuvas; no Norte e Nordeste, diminui as chuvas e causa episódios prolongados de seca. Já no Centro-Oeste e Sudeste do país, pode reduzir o volume de chuvas em algumas áreas e elevar as temperaturas, o que geralmente aumenta a demanda do setor elétrico.
Com o avanço do aquecimento global, o fenômeno tende a se intensificar e levar águas muito quentes em direção ao Pacífico Leste, que acabam nas águas sul-americanas e intensificam os efeitos negativos para o continente.
Há cerca de um mês, a anomalia registrada no Pacífico Leste estava próxima de +1,3°C. Em poucas semanas, o salto térmico para +2,1°C chamou atenção de centros internacionais de monitoramento climático.
Diferentemente do El Niño clássico, que envolve um aquecimento persistente em larga escala do Pacífico Central e Leste, o El Niño costeiro tem um alcance mais regionalizado, o que costuma intensificar as consequências sobre a costa oeste da América do Sul.
O Peru é historicamente um dos países mais vulneráveis aos efeitos do fenômeno. Durante o forte El Niño costeiro de 2017, o país sofreu enchentes e deslizamentos que deixaram centenas de mortos e causaram bilhões de dólares em prejuízos econômicos, segundo relatórios da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
Em 2026, a agência climática dos EUA, NOAA, adotou, como ferramenta complementar de monitoramento, o indicador RONI (Relative Oceanic Niño Index).
O índice surgiu porque cientistas passaram a observar limitações no método tradicional ONI diante do aquecimento acelerado do planeta, e mede a diferença entre a temperatura atual do Pacífico e uma média climatológica fixa de 30 anos.
Segundo as análises, os oceanos tropicais estão aquecendo em nível global — e mais rapidamente — devido às mudanças climáticas provocadas pelas emissões de gases de efeito estufa.
As projeções meteorológicas indicam que o aquecimento das águas próximas ao Peru e ao Equador ainda pode aumentar nas próximas semanas.
Isso significa que a circulação atmosférica tropical pode se alterar em escala mundial, com consequências mais graves na costa sul-americana.
No Brasil, os efeitos do El Niño clássico costumam ser mais evidentes na Região Sul, onde normally há aumento das chuvas e maior frequência de temporais.
O El Niño costeiro, no entanto, nem sempre produz os mesmos efeitos climáticos. Resta observar os desdobramentos do maior aquecimento sobre o sistema de chuvas do país nos próximos meses.