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Aliados de Flávio Bolsonaro, TH Joias e Bacellar viram réus no STF por ligação com Comando Vermelho
A acusação aponta que os aliados de Flávio Bolsonaro foram réus no STF por repassar informações sigilosas sobre uma operação policial. STF

TL;DR
- Первая палата STF единогласно признала обвиняемыми бывшего президента Alerj Родриго Баселлара, бывшего депутата TH Joias и федерального судью Макарио Рамоса Жудисе Нетто.
- Все трое обвиняются в препятствовании расследованию утечки конфиденциальной информации полицейской операции против Comando Vermelho.
- Обвинение утверждает, что подозреваемые передавали информацию о полицейской операции "Zargun", чтобы помочь TH Joias избежать ареста улик.
- В ходе расследования были собраны доказательства, указывающие на вину обвиняемых в препятствовании расследованию, связанному с вооруженной преступной организацией.
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, tornar réus o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Rodrigo Bacellar, o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, e o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto. Todos são aliados do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Os três estão presos e são acusados de obstrução de investigação relacionada ao vazamento de informações sigilosas de uma operação policial contra o Comando Vermelho (CV). A decisão também alcança Jéssica de Oliveira Santos, esposa de TH Joias, e Thárcio Nascimento Salgado, apontado pela investigação como suspeito de lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas na favela de Senador Camará, na Zona Oeste do Rio.
O julgamento ocorre no plenário virtual do Supremo. Os ministros podem alterar seus votos até sexta-feira (21), quando está prevista a conclusão da análise.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou pelo recebimento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O entendimento foi acompanhado pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino.
Suspeita de vazamento
Segundo a denúncia apresentada pela PGR, os acusados teriam atuado entre os dias 2 e 3 de setembro de 2025 para obter e repassar informações sobre a Operação Zargun, permitindo que TH Joias, então deputado estadual e um dos principais alvos da investigação, retirasse objetos de sua residência antes da chegada dos agentes.
Em seu voto, Moraes afirmou que os elementos reunidos durante a investigação apontam para a existência de indícios de autoria e materialidade do crime de obstrução de investigação envolvendo uma organização criminosa armada.
De acordo com o ministro, a PGR sustenta que os cinco denunciados teriam atuado em conjunto para dificultar as investigações conduzidas no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), que tinham como objetivo desarticular uma organização envolvida, segundo a acusação, com tráfico internacional de armas e drogas, corrupção de agentes públicos e lavagem de dinheiro.
Conversa com Bacellar
Moraes também citou durante o julgamento uma conversa entre Bacellar e TH Joias no dia 2 de setembro de 2025, na sede do Legislativo fluminense.
Segundo o relator, Bacellar admitiu ter conversado com TH Joias sobre a operação policial. A PGR sustenta que o encontro ocorreu logo após a Polícia Federal ter entrado em contato com o gabinete do desembargador para tratar da data de deflagração da operação.
Para Moraes, os elementos apresentados pela acusação indicam que os denunciados teriam atuado em conjunto para repassar informações sigilosas sobre uma operação policial que seria realizada, com o objetivo de
Próximos passos
Com o recebimento da denúncia, os acusados passam à condição de réus e o caso seguirá para a fase de ação penal. O julgamento no plenário virtual ainda pode sofrer alterações até a sexta-feira (21), caso algum ministro modifique seu voto.
Depois da conclusão, as defesas poderão apresentar recursos à própria Primeira Turma para pedir esclarecimentos ou questionar pontos da decisão. Na sequência, o processo deverá avançar para a instrução da ação penal, etapa em que serão analisadas as provas e ouvidas as partes e testemunhas.