ООН одобрила новую карту мира

Новый дизайн призван исправить искажение, которое увеличивало страны в приполярных регионах.

ООН одобрила новую карту мира

TL;DR

  • ООН приняла новую официальную карту мира, устраняющую искажения размеров континентов.
  • Новая проекция Equal Earth сохраняет реальные пропорции суши, в отличие от карты Меркатора.
  • Карта Меркатора, созданная для навигации, искажает размеры, увеличивая Гренландию по сравнению с Африкой.
  • Резолюцию поддержали 164 страны, против выступили только США.

O mundo passou a ter um novo mapa oficial reconhecido pela ONU após uma decisão da Assembleia Geral aprovada nesta sexta-feira (4).

O mundo passou a ter um novo mapa oficial reconhecido pela ONU após uma decisão da Assembleia Geral aprovada nesta sexta-feira (4).

Na resolução incentiva o uso de uma representação cartográfica que reduz as distorções no tamanho dos continentes presentes no tradicional mapa de Mercator.

A proposta recebeu 164 votos favoráveis, seis abstenções e apenas um voto contrário. Os Estados Unidos foram o único país que rejeitou a resolução.

Embora não obrigue ninguém a abandonar os mapas atuais, a decisão representa um posicionamento oficial da Organização.

Veja a diferença entre o mapa antigo e o novo abaixo:

Novo mapa-múndi aprovado pela ONU. Imagem: Reprodução

Projeção de Mercator, mapa mais tradicional. Imagem: Reprodução

A Brasil Paralelo investigou a história da ONU e o lado menos comentado da organização em um especial. Assista abaixo:

O que muda com o novo mapa?

O modelo tradicional de Mercator, criado no século XVI para facilitar a navegação marítima, aumenta as regiões próximas aos polos e reduz os territórios próximos à Linha do Equador.

Isso faz com que a Groenlândia pareça ter tamanho semelhante ao da África, embora o continente africano seja cerca de 14 vezes maior.

O novo modelo apoiado pela ONU utiliza a projeção conhecida como Equal Earth ("Terra Igual"), que busca preservar melhor as proporções reais das massas de terra.

Assim, continentes como África e América Latina passam a aparecer em dimensões mais próximas da realidade, enquanto áreas próximas aos polos deixam de ser superdimensionadas.