politics
май 31, 2026
Линдеберг просит включить решение по бандам в дело против Эдуардо Болсонару
Депутат заявил, что инцидент с участием США подчеркивает связь между братьями Эдуардо и Флавио против бразильских институтов

TL;DR
- Депутат Линдберх Фариас просит включить решение США о признании PCC и Comando Vermelho террористами в дело против Эдуардо Болсонару.
- Фариас считает, что это решение подтверждает связь между деятельностью Болсонару и попытками давления на бразильские институты.
- Классификация преступных группировок как террористических может повлиять на национальный суверенитет и международное уголовное сотрудничество.
A decisão dos Estados Unidos de classificar Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais teve mais um desdobramento.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado (30), que a medida tomada pelo governo de Donald Trump seja incorporada, como fato novo, ao processo envolvendo o ex-deputado Eduardo Bolsonaro.
O pedido do parlamentar acontece por causa das investigações que apuram as acusações contra o filho do ex-presidente condenado, Jair Bolsonaro, por coação contra autoridades brasileiras.
Na avaliação de Lindbergh, a medida tomada pelo governo dos EUA reforça a conexão entre a atuação internacional de Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e do influenciador Paulo Figueiredo com uma tentativa de pressionar instituições brasileiras e dificultar a cooperação penal internacional.
De acordo com Lindbergh, a classificação das facções criminosas teve como objetivo prejudicar as investigações financeiras em andamento e evitar a transparência sobre o caso.
“Dupla dimensão”
Na avaliação do deputado, ao classificar o crime organizado sob a legislação antiterrorismo, alguns procedimentos podem interferir na soberania nacional.
“O pedido de classificação de PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, nesse contexto, possui dupla dimensão. De um lado, produz impacto sobre a soberania nacional, pois permite a um Estado estrangeiro projetar sobre território, empresas, instituições financeiras, pessoas e políticas públicas brasileiras a lógica jurídica de sua própria legislação antiterrorismo. De outro lado, pode afetar diretamente a cooperação penal internacional, pois desloca investigações ordinárias de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes financeiros para estruturas de inteligência, segurança nacional e sigilo ampliado”, ressaltou Lindbergh.
Ação no STF e outras investigações
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro responde à ação no STF depois de ser acusado de articular, nos Estados Unidos, sanções contra o Brasil e integrantes de instituições nacionais.
O filho do ex-presidente condenado está em território estadunidense desde fevereiro de 2025 e, desde àquela época, conspira contra o Brasil, além de ter tentado interferir no julgamento do pai por tentativa de golpe de Estado.
Na última semana, Lindbergh havia solicitado a ampliação da investigação para incluir na ação o senador e presidenciável Flávio Bolsonaro e Jair Bolsonaro.