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март 12, 2026
Irã anuncia que não participará da Copa 2026: ‘regime corrupto que assassinou nosso líder’
O Irã não participará da Copa do Mundo de futebol masculino a ser disputada em Estados Unidos, México e Canadá entre junho e julho deste ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11/03) pelo ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donjamali.

TL;DR
- O Irã não participará da Copa do Mundo de futebol masculino de 2026.
- O ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donjamali, justificou a decisão como um protesto contra o "regime corrupto" que assassinou seu líder.
- A decisão ocorre após ataques conjuntos dos EUA e Israel contra o Irã, que levaram ao fechamento do Estreito de Ormuz.
- Donald Trump e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, haviam declarado que o Irã seria bem-vindo no torneio.
- A postura da FIFA contrasta com a suspensão da Rússia após a guerra na Ucrânia.
O Irã não participará da Copa do Mundo de futebol masculino a ser disputada em Estados Unidos, México e Canadá entre junho e julho deste ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11/03) pelo ministro dos Esportes iraniano, Ahmad Donjamali.
“Considerando que este regime corrupto [assassinou nosso líder](https://operamundi.uol.com.br/obituario/quem-foi-ali-khamenei-lider-supremo-do-ira-assassinado-por-eua-e-israel/), em hipótese alguma podemos participar da Copa do Mundo”, disse Ahmad Donyamali, ministro dos Esportes do Irã.
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A seleção iraniana se classificou para o Mundial pelas eliminatórias asiáticas e foi sorteado para o mesmo grupo com Egito, Bélgica e Nova Zelândia para a primeira fase do torneio.

Manifestação em condenação ao assassinato do líder mártir da Revolução Islâmica e aos ataques dos EUA e do regime sionista ao Irã
Tasnim News Agency
Hipocrisia
Apesar de atacar o Irã, Donald Trump, presidente de um dos países sede do torneio, disse no começo de março que “não se importava” que a seleção iraniana participasse da Copa.
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O [presidente da Fifa](https://operamundi.uol.com.br/esportes/fifa-cria-proprio-premio-da-paz-e-promete-entrega-lo-em-cerimonia-com-trump/), a entidade maior do futebol internacional, Gianni Infantino, disse por meio das redes sociais que Trump o reiterou que o Irã seria “bem-vindo” no campeonato.
“Me encontrei com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir o andamento dos preparativos para a próxima Copa do Mundo da Fifa e a crescente expectativa, já que faltam apenas 93 dias para o início do torneio”, disse Infantino.
“Também conversamos sobre a situação atual no Irã e sobre o fato de a seleção iraniana ter se classificado para participar da Copa do Mundo de 2026. Durante as discussões, o presidente Trump reiterou que a seleção iraniana é, obviamente, bem-vinda para competir no torneio nos Estados Unidos.”
“Todos nós precisamos de um evento como a Copa do Mundo para unir as pessoas, agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao Presidente dos Estados Unidos pelo seu apoio, pois isso demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo.”
A postura da Fifa contrasta com a adotada pela própria entidade, que suspendeu a Rússia por tempo indefinido após o início da guerra da Ucrânia em 2022. Como resultado, a equipe não participou da Copa de 2022, a Euro 2024 e as eliminatórias para a Copa deste ano.
Agressões contra o Irã
Os ataques conjuntos, não provocados e considerados ilegais pelas leis internacionais, dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, iniciados no dia 28 de fevereiro, ocorreram em meio a negociações sobre o programa nuclear iraniano.
Apesar da disposição anunciada pelo país persa em cooperar com a Agência Internacional de Energia Atômica e se comprometer a usar seu programa nuclear exclusivamente para fins pacíficos, Israel e EUA – ambas potências nucleares – acusam Teerã de secretamente buscar a construção de armas atômicas.
Tel Aviv também acusa o Irã de ser “ameaça existencial” ao país, mas a acusação é rebatida por analistas que argumentam que o governo iraniano se encontra hoje muito enfraquecido pelos ataques de junho de 2025, pelas sanções impostas pelos EUA, protestos internos e o fim do corredor até o Líbano, após a queda de Bashar al-Assad na Síria.
A derrubada do governo em Teerã é objetivo cultivado por Washington e Tel Aviv desde a instalação da República Islâmica, em 1979, que substituiu o regime vassalo do Ocidente e instituiu o governo teocrático nacionalista. Nos primeiros dias de ataques, bombardeios mataram lideranças iranianas, incluindo o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, que governava o país desde 1989.
Terceiro maior produtor de petróleo do mundo, o Irã fechou, após o início das agressões, o Estreito de Ormuz, por onde é escoada a produção de vários países do Golfo. Por lá passa cerca de 20% do petróleo consumido globalmente, o que gera temores de uma crise inflacionária internacional. Outro temor, apontado por analistas, é que o conflito se expanda para outros países da região, com consequências imprevisíveis.
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