Sobre este tal “agente da CIA” que não sabe a diferença entre Lula e Bolsonaro: a história não é o que a imprensa — que só está fazendo assessoria de imprensa do Lula — quer mostrar.
Além de ser um attention whore, John Kiriakou trabalhou para a Sputnik, mídia estatal russa, e já foi exposto nos próprios EUA como propagandista russo. A The New Republic publicou uma reportagem com o título “O espião da CIA que virou propagandista russo”. Ele alegou ter independência garantida em contrato. Quando pediram o contrato, não entregou.
O vínculo russo é documentado. A produtora da Sputnik nos EUA recebeu do Departamento de Justiça a determinação de se registrar como agente estrangeiro por atuar em favor de uma organização do governo russo. É nessa estrutura que o sujeito foi trabalhar.
Também tem um histórico de divulgar histórias graves que depois precisaram ser corrigidas.
Disse que Abu Zubaydah havia cedido após uma única aplicação de afogamento simulado. Documentos revelaram pelo menos 83 aplicações em um mês. A ABC corrigiu a história, e ele esclareceu que não havia presenciado o procedimento. Repetia informação de terceiros. Tipo uma velha fofoqueira.
Disse que Hillary Clinton havia providenciado um pagamento de US$20 milhões ao Patriarcado Ecumênico, relacionado à Igreja ucraniana. Depois reconheceu que a história era falsa e que a transação não aconteceu. Mentiroso.
Também foi processado, confessou culpa e acabou condenado a 30 meses de prisão por revelar a identidade de um agente clandestino da CIA. Verdadeiro traidor da pátria.
Agora aparece falando de "provável" (palpiteiro) interferência da CIA no Brasil, confundindo uma suposta conversa com Bolsonaro com... uma conversa com LULA!! Sim, A FONTE DO CARA É O PRÓPRIO LULA!
É claro, está dando combustível à narrativa fajuta de “interferência estrangeira” que o PT vem pedalando na imprensa e já levou ao STF pedindo a cassação da chapa adversária no STF do Dino. Estão clatamente preparando o argumento para tentar derrubar no tapetão uma vitória que não consigam impedir nas urnas.
Enquanto insinuam uma operação americana cuja fonte é o próprio Lula, o vínculo estrangeiro documentado desse personagem é com a RÚSSIA.
Mas duvido que Lula mande Andrei investigar esse lado da história. Há apenas dois meses, recebeu fora da agenda oficial Nikolai Patrushev, assessor de Putin e ex-chefe do FSB, sucessor da KGB. Na mesma viagem, Patrushev teve as portas da Marinha abertas para visitar o NAM Atlântico, o maior navio de guerra brasileiro.
Lula recebe um ex-chefe do serviço secreto russo fora da agenda. Um antigo apresentador da mídia estatal russa lança uma acusação conveniente ao PT. E a imprensa promove o sujeito como autoridade, sem dar o mesmo destaque ao seu empregador russo e às histórias que precisou desmentir.
Quem está preocupado com interferência estrangeira deveria começar cobrando explicações sobre essas relações.