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World Cup with 64 teams: FIFA does not rule out new change for 2030
While Infantino and CONMEBOL dream of expansion for 2030, presidents of UEFA and other confederations blast proposal due to risk of unbalanced matches

TL;DR
- FIFA President Gianni Infantino is considering expanding the World Cup to more than 48 teams for future tournaments.
- The 2030 World Cup, marking the tournament's centenary, is a potential candidate for expansion, with CONMEBOL leading the push for a 64-team format.
- CONMEBOL's motivation includes increasing the number of games hosted by the South American nations participating in the 2030 co-hosting.
- UEFA President Aleksander Ceferin strongly opposes the expansion, calling it a "bad idea" for the World Cup and qualifying matches.
- Critics worry that an expanded World Cup could lead to more unbalanced matches and dilute the spectacle of the tournament.
- FIFA argues that expansion offers smaller nations more opportunities to participate and incentivizes development.
- The final decision on any expansion would rest with the 37-member FIFA council.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, vê a partida entre França e Argentina no Dallas Stadium, em Arlington, nos EUA - (RONALDO SCHEMIDT / AFP)
A Copa do Mundo de 2026, que termina neste fim de semana nos Estados Unidos, foi a primeira a reunir 48 seleções. Mas Gianni Infantino já pensa no que vem depois e pode haver um novo aumento no número de participantes.
Segundo o The Athletic, uma expansão para a Copa de 2030 não foi descartada pelo presidente da Fifa, que afirmou ao portal suíço Bluewin que o tema “será examinado e discutido nos comitês relevantes após este Mundial”.
A Copa de 2030 marcará um século desde a primeira edição do torneio e será cossediada por Espanha, Marrocos e Portugal, com três partidas inaugurais realizadas na Argentina, no Uruguai e no Paraguai, uma forma de homenagear o centenário do Mundial de 1930. É justamente a Conmebol que lidera o movimento pela expansão.
O presidente da confederação sul-americana, Alejandro Domínguez, chegou a se reunir com Infantino na Trump Tower, em Nova York, para discutir o que ele classifica como seu “sonho”. A motivação é mais que transparente. Com o formato atual, cada um dos três países sul-americanos que sediará jogos em 2030 receberá apenas uma partida. Já uma Copa de 64 equipes abriria espaço para que cada nação anfitriã recebesse uma chave inteira, com seis jogos.
O argumento da Fifa e o “caos”
Embora a Conmebol seja a principal defensora do novo inchaço da competição, a Fifa também parece gostar da ideia mesmo sem o lobby sul-americano.
“Ao organizar uma Copa do Mundo, é importante organizá-la para o mundo todo – não apenas para a Europa e a América do Sul – mas efetivamente para o mundo inteiro”, declarou Infantino.. “Se você não der aos países menores a chance de participar da Copa do Mundo, eles não terão incentivo para continuar melhorando.”
O torneio deste ano foi tratado por dirigentes da Fifa como uma prova de que o aumento no número de participantes não resultou em diminuição do nível técnico, já que estreantes como Cabo Verde contiveram Espanha e Argentina nos 90 minutos regulamentares.
Mas a ideia encontra resistência do presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, que chamou a proposta de “má ideia”. “Não é bom para o Mundial em si e também não é bom para as nossas eliminatórias”, disse ele.
O presidente da Confederação Asiática de Futebol questiona onde a expansão terminaria. “Alguém poderia vir exigir 132 equipes. Viraria um caos”, disse em conferência da AFC em 2025. O presidente da Concacaf, Victor Montagliani, foi na mesma linha: “Não parece certo.”
Risco de jogos esvaziados
Os críticos apontam um risco real de mais jogos significarem mais confrontos desequilibrados. Neste Mundial, Haiti, Iraque, Panamá, Uzbequistão e Jordânia perderam todos os jogos da fase de grupos. Uma Copa de 64 equipes envolveria 128 partidas, o dobro do Catar 2022, e poderia saturar o calendário com goleadas que esvaziam o espetáculo.
A decisão final caberia ao conselho da Fifa, composto por 37 membros. Por ora, não há votação prevista, apenas a promessa de debate.
No The Guardian, Billy Munday cogitou a possibilidade e resumiu o “espírito da Fifa”, provocando ainda a seleção italiana, ausente há três edições do Mundial. “No mundo da Fifa, mais é mais. Quando Infantino diz que devemos organizar uma Copa do Mundo para ‘o mundo todo’, isso poderia ser o lançamento discreto de uma Copa do Mundo verdadeiramente global para, digamos, 2034, com a participação de todas as 211 nações membros e a anfitriã Arábia Saudita, que está reduzindo seus investimentos em esporte, se perguntando em que enrascada se meteu. Pelo menos, então, a Itália teria sua chance novamente.