politics
май 31, 2026
Сенаторы, подписавшие "PEC das horas flexíveis" против отмены 6х1
Сразу после одобрения PEC, отменяющей рабочую неделю 6х1 в Палате депутатов, сенаторы оппозиции подписали другой проект PEC в Федеральном Сенате в качестве "альтернативы".

TL;DR
- Оппозиция в Сенате представила "PEC das horas flexíveis" как альтернативу законопроекту об отмене рабочей недели 6х1.
- "PEC das horas flexíveis" предлагает гибкий график с оплатой только за отработанные часы, в отличие от законопроекта об отмене 6х1, который сохраняет заработную плату.
- Внесение "PEC das horas flexíveis" создает неопределенность для одобрения законопроекта об отмене 6х1 в Сенате, требующего 49 голосов.
- Законопроект "PEC das horas flexíveis" был поддержан 40 сенаторами, преимущественно из партии PL.
Logo após aprovação da proposta que reduz a jornada de trabalho na Câmara dos Deputados, oposição protocolou projeto 'alternativo no Senado
Logo após a aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 na Câmara dos Deputados, senadores da oposição assinaram uma outra PEC no Senado Federal para ser uma “alternativa” ao projeto que reduz a jornada de trabalho. A votação foi realizada na madrugada desta quinta-feira (28).
Chamada de “PEC das horas flexíveis”, a proposta foi apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), líder de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), e conseguiu 40 assinaturas. Entre os principais apoiadores do projeto, estão senadores do Partido Liberal (PL).
No texto, Marinho propõe ser possível escolher entre o regime comum previsto pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ou um regime flexível baseado em horas trabalhadas. Nesse segundo modelo, o patrão pagaria apenas o número de horas trabalhadas pelo empregado.
O senador usa como argumento a mesma afirmação dos parlamentares que defendem o fim da escala 6×1: permitir que o trabalhador consiga conciliar melhor o trabalho e a vida social. No entanto, na PEC que reduz a jornada de trabalho, a remuneração salarial não irá diminuir, diferente da proposta do senador do PL.
A apresentação dessa nova PEC no Senado, que já foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pelo presidente Davi Alcolumbre (União-AP), acende um alerta sobre a aprovação da PEC pelo fim da escala 6×1. Isso porque, para ser aprovada no Senado, uma PEC precisa de 49 assinaturas em dois turnos de votação. Se todos os senadores que assinaram a PEC das “horas flexíveis” fizerem oposição ao fim da escala 6×1, o projeto não avançará para a sanção do presidente Lula (PT).
Os senadores que votaram à favor da PEC das “horas flexíveis”
- Rogério Marinho (PL-RN) – principal autor
- Angelo Coronel (Republicanos-BA)
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
- Carlos Portinho (PL-RJ)
- Carlos Viana (PSD-MG)
- Ciro Nogueira (PP-PI)
- Cleitinho (Republicanos-MG)
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Dr. Hiran (PP-RR)
- Dra. Eudócia (PSDB-AL)
- Eduardo Girão (Novo-CE)
- Eduardo Gomes (PL-TO)
- Efraim Filho (PL-PB)
- Esperidião Amin (PP-SC)
- Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
- Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
- Hermes Klann (PL-SC)
- Izalci Lucas (PL-DF)
- Jaime Bagattoli (PL-RO)
- Jayme Campos (União-MT)
- Laércio Oliveira (PP-SE)
- Lucas Barreto (PSD-AP)
- Luis Carlos Heinze (PP-RS)
- Magno Malta (PL-ES)
- Marcio Bittar (PL-AC)
- Marcos do Val (Avante-ES)
- Marcos Rogério (PL-RO)
- Nelsinho Trad (PSD-MS)
- Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
- Plínio Valério (PSDB-AM)
- Roberta Acioly (Republicanos-RR)
- Romário (PL-RJ)
- Sergio Moro (PL-PR)
- Sérgio Petecão (PSD-AC)
- Styvenson Valentim (Podemos-RN)
- Tereza Cristina (PP-MS)
- Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
- Wellington Fagundes (PL-MT)
- Wilder Morais (PL-GO)
- Zequinha Marinho (Podemos-PA)
Diferenças entre as PECs
PEC pelo fim da 6×1
- Redução da escala para 5×2 e das 44 horas semanais para 40 horas
- Sem redução da remuneração salarial
PEC das “horas flexíveis”
- Não acaba com a escala 6×1 nem propõe uma redução de jornada
- Permite flexibilidade das horas trabalhadas, mas com redução de salário e direitos, que serão pagos de acordo com a carga horária