Lula questions clubs and says Brazilian football was already champion before betting
The clubs' offensive against possible restrictions on betting received a direct response from Lula this Friday (18). During a campaign event in Guarulhos,

TL;DR
- Lula rejects the idea that Brazilian football depends on betting companies for survival.
- He highlighted that major clubs won world titles before betting dominated sponsorships.
- Lula expressed a personal desire to end betting in Brazil.
- Concerns were raised about the impact of betting on domestic budgets and poorer populations.
- A case of a young person's suicide attempt linked to gambling was cited.
- Football clubs released a manifesto against potential abrupt changes in the betting sector.
- The government is discussing various regulatory measures for the betting market.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Presidente Lila - Foto: Ricardo Stuckert/PR
A ofensiva dos clubes contra possíveis restrições às apostas recebeu uma resposta direta de Lula nesta sexta-feira (18). Durante ato de campanha em Guarulhos, o presidente rejeitou a ideia de que o futebol brasileiro dependeria das casas de apostas para sobreviver.
“Então esse negócio de que se acabar com as bets vai acabar com o futebol é uma balela”, declarou. A fala veio um dia depois de grandes clubes divulgarem manifesto contra mudanças no setor.
Lula dedicou cerca de 15 minutos de um discurso de quase 25 minutos ao tema. Para rebater os dirigentes, lembrou que São Paulo, Santos, Grêmio, Flamengo, Internacional e Corinthians conquistaram títulos mundiais muito antes de as bets dominarem os patrocínios do futebol.
O presidente enumerou as conquistas e ironizou a dependência atual. São Paulo foi campeão mundial três vezes, Santos duas, Grêmio, Flamengo e Internacional uma vez cada, enquanto o Corinthians conquistou dois títulos citados por Lula.
Lula afirmou ainda que pretende enfrentar não apenas as apostas, mas também crimes que, segundo ele, circulam em torno do setor. “Se depender da minha vontade pessoal, eu vou acabar com as bets neste país”, disse.
Na sua fala, Lula também citou o peso das apostas sobre o orçamento doméstico. O governo vem usando a estimativa de R$ 62 bilhões retirados das famílias pelas bets para justificar novas medidas.
Na quinta-feira (17), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que esse volume preocupa o Executivo e que ainda não havia decisão fechada sobre eventual proibição ou restrição radical.
O presidente disse que sua principal preocupação não é a arrecadação tributária, mas o impacto do jogo sobre as pessoas mais pobres. Também voltou a relatar o caso de uma jovem que, segundo ele, tentou tirar a própria vida três vezes em consequência de problemas relacionados às apostas.
A reação dos clubes ganhou força na quinta-feira. Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Santos, Botafogo, Fluminense, Vasco, Cruzeiro e Grêmio estão entre os que divulgaram o manifesto “O fim do futebol brasileiro”, argumentando que mudanças bruscas poderiam atingir contratos, categorias de base, futebol feminino e equipes menores.
O governo, por sua vez, ainda discute o formato das novas regras. Entre as possibilidades avaliadas estão medidas contra cassinos virtuais e novas restrições ao mercado, sem que até agora tenha sido anunciada uma proibição geral das apostas esportivas.
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