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Не Марс и не Юпитер: самая жаркая планета Солнечной системы хранит тайны, которые наука хочет раскрыть в следующем десятилетии
Климатические модели, опубликованные исследователями НАСА, указывают на то, что планета Венера, атмосфера которой состоит примерно из 96,5% углекислого газа

TL;DR
- Атмосфера Венеры состоит примерно на 96,5% из углекислого газа, а температура поверхности составляет около 465 °C.
- Существует теоретическая возможность наличия жидкой воды в прошлом Венеры.
- На высоте 50-60 км атмосфера Венеры имеет температуру от 20 °C до 70 °C и давление, схожее с земным на уровне моря.
- В 2020 году была выдвинута гипотеза о возможном обнаружении фосфина (PH₃) в атмосфере Венеры, газа, ассоциирующегося с биологическими процессами на Земле, однако это остается спорным.
- НАСА планирует миссию DAVINCI для детального изучения химического состава атмосферы Венеры.
- Европейское космическое агентство (ESA) готовится к миссии EnVision для изучения внутренней структуры и вулканической активности планеты.
- Венера похожа на Землю по диаметру и массе, и обе планеты сформировались примерно 4,5 миллиарда лет назад.
Hoje, o planeta vive sob um intenso efeito estufa, mas existe uma faixa atmosférica considerada surpreendentemente semelhante às condições terrestres, entre cerca de 50 e 60 quilômetros de altitude
Modelos climáticos publicados por pesquisadores da NASA indicam que o planeta Vênus, cuja atmosfera é composta por aproximadamente 96,5% de dióxido de carbono (CO₂) e cuja temperatura superficial gira em torno de 465 °C, pode já ter mantido água líquida.
A agência espacial norte-americana prepara, para a próxima década, a missão DAVINCI (Deep Atmosphere Venus Investigation of Noble Gases, Chemistry and Imaging), que atravessará a atmosfera do planeta para medir, de forma detalhada, sua composição química, a presença de gases nobres e as condições ambientais de Vênus.
A Agência Espacial Europeia (ESA) também desenvolverá a missão EnVision, destinada a estudar a estrutura interna, a atividade vulcânica e as interações entre a superfície e a atmosfera do planeta.
A ideia é descobrir se Vênus já foi habitável e quais processos podem ter levado ao desaparecimento de seus oceanos. Hoje, o planeta vive sob um intenso efeito estufa, mas existe uma faixa atmosférica considerada surpreendentemente semelhante às condições terrestres, entre cerca de 50 e 60 quilômetros de altitude.
Nessa região, a temperatura varia entre aproximadamente 20 °C e 70 °C, e a pressão atmosférica é semelhante à encontrada ao nível do mar na Terra.
Isso indica que, caso alguma forma de vida microbiana tenha se desenvolvido ali e sobrevivido às transformações extremas do clima do planeta, ela pode estar suspensa nessa camada de nuvens.
A hipótese ganhou notoriedade em 2020, quando um grupo internacional anunciou a possível detecção de fosfina (PH₃) na atmosfera venusiana, gás que, na Terra, costuma estar associado à presença de processos biológicos anaeróbicos ou a determinadas atividades industriais.
Atualmente, no entanto, a própria existência de fosfina em Vênus ainda é considerada controversa e não constitui evidência de vida extraterrestre. A superfície do planeta é a mais quente de todo o Sistema Solar, com temperaturas capazes de derreter chumbo, e sua atmosfera é cerca de 92 vezes mais densa que a terrestre, o que exerce uma pressão equivalente à encontrada aproximadamente 900 metros abaixo da superfície dos oceanos da Terra.
Apesar disso, o planeta é muito parecido com a Terra: tem praticamente o mesmo diâmetro, massa muito semelhante e ambos se formaram há cerca de 4,5 bilhões de anos a partir do mesmo disco de gás e poeira que deu origem ao Sistema Solar.
Até hoje, apenas as missões soviéticas do programa Venera, realizadas entre as décadas de 1970 e 1980, conseguiram pousar com sucesso em Vênus e transmitir informações diretamente da superfície.
Mesmo assim, elas sobreviveram por períodos muito curtos; o maior deles foi de 127 minutos, alcançados pela Venera 13, antes de ser destruída pelo calor e pela pressão extremos. As imagens obtidas pelas sondas revelaram uma paisagem composta por rochas basálticas sob uma atmosfera permanentemente alaranjada.