Trump's Tariff Hike: Brazil Advances Negotiations and Prepares for US Meeting

Brazil and the United States are preparing to bring negotiations on tariffs imposed by Donald Trump's government on products to the table in person.

Trump's Tariff Hike: Brazil Advances Negotiations and Prepares for US Meeting

TL;DR

  • Brazil and the US are preparing for in-person trade negotiations concerning tariffs imposed by the Trump administration.
  • The meeting is expected to take place in Milwaukee, USA, between September 30th and October 1st, coinciding with a G20 agenda.
  • Brazilian officials Mauro Vieira and Márcio Elias Rosa will represent Brazil, meeting with USTR representative Jamieson Greer.
  • The negotiations gained momentum after a phone call between Lula and Trump in August, followed by a virtual meeting.
  • Brazil aims to reduce or remove surcharges that affect its exports to the US, which were imposed in July.
  • One tariff is 25% and another is 12.5%, potentially accumulating to 37.5% on some products.
  • The US justified the tariffs based on alleged unfair trade practices and failures to combat forced labor products.
  • Brazil contests the justifications, considers the measures unfair, and has the Economic Reciprocity Law as a potential response.
  • The meeting in Milwaukee could indicate the progress of technical talks and the potential for tariff reduction.

Brasil e Estados Unidos se preparam para levar à mesa presencialmente, as negociações sobre as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump a produtos brasileiros.

A expectativa é que o encontro aconteça entre 30 de setembro e 1º de outubro, em Milwaukee, nos Estados Unidos, durante uma agenda do G20. Se confirmada, será a primeira reunião presencial desta nova etapa das negociações comerciais entre os dois países.

Do lado brasileiro, devem participar o chanceler Mauro Vieira e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa. A expectativa é que eles se encontrem com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos (USTR).

Elias Rosa confirmou nesta segunda-feira (14) que os dois governos trabalham para realizar a reunião.

“Há uma reunião do G20 programada para o dia 30 de setembro e 1º de outubro lá nos Estados Unidos e a expectativa tanto nossa quanto do USTR é que nós façamos uma reunião presencial lá.”

Segundo o ministro, as equipes técnicas já mantêm contato e trocam documentos antes da nova rodada.

“As equipes técnicas do governo brasileiro e do USTR vêm conversando normalmente e trocando documentos.”

O possível encontro em Milwaukee representa mais um passo na retomada do diálogo comercial entre os dois governos.

As negociações ganharam novo impulso depois de uma conversa por telefone entre Lula e Trump, em agosto. Na sequência, Elias Rosa, Mauro Vieira e Greer participaram de uma reunião virtual no dia 31 daquele mês.

Agora, Brasília tenta avançar para uma negociação presencial.

O governo brasileiro busca principalmente reduzir ou retirar as sobretaxas que atingem produtos exportados para o mercado norte-americano. Elias Rosa já afirmou que o Brasil pretende permanecer na mesa de negociação, mas sem colocar em discussão temas considerados essenciais aos interesses nacionais.

Os Estados Unidos impuseram em julho duas novas medidas tarifárias que atingiram produtos brasileiros.

A primeira estabeleceu uma sobretaxa adicional de 25% sobre determinados produtos do Brasil. Dias depois, Washington anunciou outra tarifa, de 12,5%, que atingiu o país e dezenas de outros parceiros comerciais.

As duas cobranças não incidem sobre exatamente o mesmo conjunto de mercadorias. Nos produtos alcançados pelas duas medidas, porém, a sobretaxa acumulada chega a 37,5%.

Washington justificou a tarifa de 25% com base em uma investigação sobre supostas práticas comerciais desleais do Brasil. Já a cobrança de 12,5% foi fundamentada em alegadas falhas brasileiras no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado.

O governo Lula contesta as justificativas apresentadas pelos Estados Unidos e considera as medidas injustas e incompatíveis com as relações comerciais entre os dois países.

Brasília também mantém à disposição a Lei da Reciprocidade Econômica, instrumento que permite ao país responder a medidas comerciais unilaterais que prejudiquem produtos e empresas brasileiras. Até agora, o governo tem priorizado a negociação diplomática.

O encontro em Milwaukee poderá indicar até onde avançaram as conversas entre as equipes técnicas e se existe espaço concreto para reduzir as tarifas que atingem as exportações brasileiras.