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Хищник возрастом 245 миллионов лет, обнаруженный учеными, помогает объяснить жизнь на Земле после величайшего вымирания в истории

Исследование, опубликованное в научном журнале Science Advances, проведенное группой палеонтологов из Китая, Германии и других стран, объявило об открытии нового окаменелости в провинции Юньнань, на юге Китая, соответствующей рептилии, которая жила на Земле около 245 миллионов лет назад, в триасовом периоде.

Хищник возрастом 245 миллионов лет, обнаруженный учеными, помогает объяснить жизнь на Земле после величайшего вымирания в истории

TL;DR

  • Обнаружен новый окаменелый экземпляр рептилии *Austronaga minuta* возрастом 245 миллионов лет в провинции Юньнань, Китай.
  • Это одна из наиболее полных окаменелостей рептилий триасового периода, с сохранившимися внутренними органами, включая желудок, печень и кишечник.
  • Рептилия была водным хищником длиной около 60 см, с адаптациями для жизни в море, происходя от наземных предков.
  • Находка относится к группе, тесно связанной с архозаврами, предками крокодилов, динозавров и птиц, и является древнейшим известным желудочно-кишечным трактом рептилий.
  • Исследование показывает, что *Austronaga minuta* имела простой однокамерный желудок, в отличие от современных птиц, и демонстрирует адаптацию жизни после пермско-триасового вымирания.

Um estudo publicado na revista científica Science Advances, conduzido por uma equipe de paleontólogos da China, da Alemanha e de outros países, anunciou a descoberta de um novo fóssil na província de Yunnan, no sul da China, correspondente a um réptil que viveu na Terra há cerca de 245 milhões de anos, durante o Período Triássico.

De acordo com os pesquisadores, o réptil pertence à espécie Austronaga minuta, e preserva o estômago, o fígado e todo o trato intestinal, o que o torna um dos mais completos já encontrados entre os répteis desse período.

A descoberta, que remonta ao intervalo entre 252 milhões e 201 milhões de anos atrás, foi feita na Formação Guanling, em Yunnan, região conhecida pela preservação de organismos marinhos do Triássico Médio, época em que grande parte do atual sul da China era coberta por um mar raso tropical.

Nesse período, logo após a extinção Permo-Triássica, a maior crise biológica da história da Terra, as condições do fundo do oceano, marcadas por baixos níveis de oxigênio, favoreceram a preservação dos ossos e dos tecidos moles das carcaças.

Até 90% das espécies marinhas e aproximadamente 70% das espécies terrestres foram eliminadas durante essa extinção em massa, o que também abriu espaço para uma intensa diversificação evolutiva.

Nesse contexto surgiram vários dos grupos que passariam a ocupar o topo das cadeias alimentares e a dominar a evolução ao longo das dezenas de milhões de anos seguintes.

No caso do novo fóssil descoberto, o exemplar, um réptil com cerca de 60 centímetros de comprimento, apresentava características aquáticas típicas de um predador, como cabeça pequena, focinho estreito com dentes longos e pontiagudos, pescoço alongado, tronco estreito e uma cauda longa e musculosa.

De acordo com o estudo, o animal descendia de ancestrais terrestres, mas já era highly adaptado à vida marinha, deslocando-se principalmente por meio da propulsão da cauda.

Ele também possuía nadadeiras anteriores, responsáveis pelas manobras de direção, enquanto o pescoço alongado permitia capturar peixes sem realizar movimentos bruscos com o restante do corpo.

O Austronaga minuta pertence a um grupo intimamente relacionado aos arcossauros, linhagem que posteriormente daria origem aos crocodilos, pterossauros, dinossauros e aves. Segundo o paleontólogo Stephan Spiekman, do Museu Estadual de História Natural de Stuttgart e da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, esse é o registro do sistema digestório mais antigo conhecido em um réptil, permitindo visualizar, ainda preservados, o estômago, o fígado e os intestinos delgado e grosso.

Os pesquisadores descobriram, por exemplo, que, ao contrário das aves modernas, o Austronaga não possuía um sistema digestivo dividido em duas câmaras, mas um estômago simples, com apenas uma, o que indica que a compartimentação do sistema digestório surgiu posteriormente na evolução dos arcossauros.

Eles também observaram que o tubo digestivo era relativamente reto e pouco complexo, característica compatível com animais carnívoros.

Segundo os autores, organismos como o Austronaga minuta ilustram como diferentes grupos de vertebrados experimentaram novas estratégias de alimentação, locomoção e adaptação aos oceanos poucos milhões de anos após o maior colapso biológico já registrado no planeta.