tech
май 30, 2026
ООН бьет тревогу из-за соцсетей и безопасности детей в интернете
Обеспечение безопасности детей в интернете является «неотложным приоритетом», заявила в пятницу (29) Организация Объединенных Наций (ООН), выпустив предупреждение

TL;DR
- ООН считает обеспечение безопасности детей в интернете «неотложным приоритетом».
- Критика возрастных ограничений: они не решают проблему, так как платформы остаются опасными из-за дизайна и коммерческих практик.
- Призыв к технологическим компаниям: встраивать безопасность «с самого начала», а не перекладывать ответственность на родителей и детей.
- Опасения, что запреты могут привести к тому, что дети будут использовать более рискованные и менее контролируемые платформы.
- Опубликованы 10 руководящих принципов по обеспечению безопасности детей в интерн ете, включая максимальную защиту данных и запрет микротаргетинга.
Organização ressaltou que abusos online são resultado de práticas adotadas pelas plataformas digitais
Crianças com perfis em redes sociais. Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
- Em 29 de março, a ONU declarou que garantir a segurança das crianças online é uma prioridade urgente.
- O alerta apontou falhas nas restrições de idade recentemente aprovadas em vários países.
- O alto comissário Türk pediu medidas mais rigorosas, segurança incorporada ao design das plataformas e alertou que proibições podem ser contornadas, expondo menores a ambientes ainda mais arriscados.
- O gabinete de Türk divulgou 10 diretrizes, entre elas a exigência de proteção máxima dos dados das crianças de forma pré-estabelecida.
Garantir a segurança das crianças online é uma “prioridade urgente”, afirmou nesta sexta-feira (29) a Organização das Nações Unidas (ONU), ao emitir um alerta sobre as deficiências das restrições de idade aprovadas recentemente em vários países.
Os abusos online “são o resultado de decisões de design e de práticas comerciais que comprometem a segurança, em particular funções viciantes como a rolagem infinita, a reprodução automática e as notificações incessantes dos aplicativos”, afirmou em um comunicado Volker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos.
“Reforçar a proteção das crianças online é uma prioridade urgente pela qual devemos zelar não apenas para que seja implementada, mas também para que isto seja feito da maneira correta”, acrescentou.
Türk pediu que países e empresas adotem medidas mais rigorosas, ao afirmar que “limitar-se a restringir o acesso a plataformas que continuam perigosas não pode ser um fim em si mesmo para proteger as crianças de forma eficaz”.
A Austrália proibiu, em 2025, várias redes sociais para menores de 16 anos, o que despertou o interesse de muitos países. Na França, o Senado aprovou um projeto de lei que pretende proibir as redes sociais para menores de 15 anos.
Para Türk, concentrar-se unicamente nestas restrições não mudará em nada os designs e algoritmos que tornaram as plataformas perigosas.
Os gigantes do setor de tecnologia devem incorporar a segurança “desde a concepção, em vez de transferir a responsabilidade para pais e crianças”, acrescentou.
O alto comissário também destacou que as proibições podem ser facilmente contornadas e expressou preocupação de que tais medidas possam empurrar os menores de idade para plataformas mais arriscadas e ainda menos supervisionadas.
O gabinete de Türk publicou 10 diretrizes para a segurança dos mais jovens na internet.
As recomendações preveem, em particular, garantir a máxima proteção dos dados das crianças de maneira pré-estabeçecida. O documento afirma que a “microsegmentação” de menores para fins comerciais, com base em um registro digital, “não deveria ser permitida”.