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Исторический рекорд, который Томас Тухель может побить с Англией

Томас Тухель всего в двух победах от того, чтобы войти в историю футбола так, как никто другой не смог почти за столетие Чемпионатов мира

Исторический рекорд, который Томас Тухель может побить с Англией

TL;DR

  • Томас Тухель может стать первым иностранным тренером, выигравшим Чемпионат мира.
  • Англия под руководством Тухеля показала идеальный отборочный цикл: восемь побед, 22 гола и ни одного пропущенного.
  • Тренер успешно адаптировал английский футбол к своей немецкой тактической системе.
  • В случае победы Тухель станет первым немцем, выигравшим Чемпионат мира с командой, отличной от его родной.
  • Тухель уже установил несколько рекордов как тренер сборной Англии, включая наибольшее количество «сухих» матчей и непобедимость на старте турнира.

Thomas Tuchel está a apenas duas vitórias de entrar para a história do futebol de uma forma que nenhum outro treinador conseguiu em quase um século de Copas do Mundo. O técnico alemão, que comanda a seleção inglesa desde o início de 2025, pode se tornar o primeiro estrangeiro a levantar o troféu mais cobiçado do planeta — um recorde que resiste a todas as edições do torneio desde 1930.

Para entender a dimensão desse feito, basta olhar para trás. Em vinte e duas edições da Copa do Mundo, todos os campeões foram conduzidos por técnicos da mesma nacionalidade da equipe vitoriosa.

Nunca um treinador nascido fora das fronteiras do país campeão conseguiu chegar ao topo do pódio. Apenas duas vezes esse cenário esteve perto de mudar: em 1958, quando o inglês George Raynor levou a Suécia à final, e em 1978, com o austríaco Ernst Happel no comando da Holanda.

Em ambas as ocasiões, porém, o título ficou com o adversário — Brasil e Argentina, respectivamente. Agora, Tuchel tem a chance de exorcizar essa estatística e gravar seu nome ao lado dos maiores estrategistas da história.

A trajetória do alemão na seleção inglesa começou sob desconfiança. Afinal, a Inglaterra já havia tentado a fórmula estrangeira antes com Sven-Göran Eriksson e Fabio Capello, sem sucesso.

Mas Tuchel trouxe consigo a mentalidade vencedora de quem conquistou a Liga dos Campeões pelo Chelsea e dominou o futebol alemão com o Bayern de Munique. Desde que assumiu, impôs um sistema tático sólido, baseado em uma defesa quase intransponível e ataques velozes pelas pontas.

O resultado foi uma campanha eliminatória impecável: oito jogos, oito vitórias, vinte e dois gols marcados e nenhum sofrido. Na fase final do Mundial, a Inglaterra passou com autoridade, eliminando adversários tradicionais e chegando às semifinais com uma vantagem invicta que já iguala o lendário time de Alf Ramsey, campeão em 1966.

Mas o que coloca Tuchel à beira do recorde não é apenas a invencibilidade. É a forma como ele conseguiu adaptar o futebol inglês à sua filosofia germânica. Ele transformou o meio-campo em uma máquina de pressão, deu liberdade criativa para jovens talentos e resgatou a melhor versão de veteranos que pareciam em declínio. Nos bastidores, o técnico é elogiado pela leitura de jogo e pelas substituições cirúrgicas que mudaram partidas decisivas. Contra a Noruega, nas quartas de final, sua ousadia em mexer no time na prorrogação foi fundamental para garantir a vaga na semifinal contra a Argentina — justamente o país que, em 1978, negou o feito a Happel.

Se vencer a Argentina e depois triunfar na grande final, Tuchel não apenas quebrará o tabu estrangeiro, mas também se tornará o primeiro alemão a conquistar uma Copa do Mundo por uma seleção que não a sua própria. Além disso, ele ultrapassará marcas individuais impressionantes: é o único técnico inglês a manter nove clean sheets em suas dez primeiras partidas e o segundo a ficar invicto nos seis primeiros jogos de um Mundial. Todos esses números apontam para um destino histórico.

O próprio Tuchel, em entrevista recente, minimizou o peso da nacionalidade, mas não escondeu a ambição. Ele disse que não há lugar no mundo onde preferisse estar e que o grupo inteiro acredita que este é o momento. A Inglaterra sonha com a segunda estrela desde 1966, e o alemão pode ser o arquiteto desse feito inédito. Mais do que um recorde pessoal, sua conquista representaria a quebra de uma barreira cultural no futebol de seleções, mostrando que a genialidade tática não tem fronteiras. Resta saber se, no próximo domingo, a história finalmente será reescrita.