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Одна из самых неприступных европейских тюрем была возведена в разрушенном замке посреди моря

Слава о его безопасности была настолько велика, что в 1406 году шотландский король Роберт III отправил своего сына, будущего Якова I, на Басс-Рок, чтобы защитить его от политических распрей.

Одна из самых неприступных европейских тюрем была возведена в разрушенном замке посреди моря

TL;DR

  • Басс-Рок вулканический остров высотой 107 метров у восточного побережья Шотландии, известный своей неприступностью.
  • Исторически остров служил крепостью, убежищем для королевской семьи, а в 17 веке стал тюрьмой для политических и религиозных заключенных.
  • Остров выдержал трехлетнюю осаду якобитских офицеров в конце 17 века, продемонстрировав свою оборонительную мощь.
  • В начале 20 века на острове был построен маяк, а сегодня он является домом для самой большой в мире колонии северных олуш.
  • В 2026 году природоохранная организация RSPB Scotland приобрела остров для усиления защиты колоний морских птиц.

Uma das mais impenetráveis prisões europeias foi erguida num castelo em ruínas no meio do mar

A ilha de Bass Rock. Créditos: Wikipedia

A pouco mais de três quilômetros da costa leste da Escócia, no estuário do rio Forth, ergue-se uma gigantesca formação rochosa na qual foi construída uma fortaleza.

Bass Rock, um bloco rochoso de origem vulcânica cercado pelo mar e acessível por um estreito ponto de desembarque, é uma pequena ilha conhecida por abrigar a maior colônia mundial de atobás-do-norte (Morus bassanus), as maiores aves marinhas do Atlântico Norte, mas também por seus séculos de história política.

A ilha, formada no interior de um vulcão extinto, surgiu há cerca de 340 milhões de anos, durante o período Carbonífero da Terra. Mede 107 metros de altura e quase 1,5 quilômetro de circunferência, sendo formada por traquito fonolítico, uma espécie rara de rocha vulcânica.

Sua localização isolada a tornou praticamente inexpugnável, com paredões verticais fincados no mar que circundam o perímetro da ilha e deixam apenas uma pequena via de acesso marítimo para embarcações.

A tradição cristã escocesa associa a ilha a São Baldred, missionário do século 8 conhecido como o “Apóstolo dos Lothians”. Embora tenha fundado um mosteiro em Tyninghame, relatos históricos indicam que o religioso costumava retirar-se para Bass Rock em períodos de isolamento espiritual.

Os vestígios de uma capela dedicada ao santo ainda podem ser vistos na ilha. Durante séculos, o local foi considerado um espaço sagrado e de peregrinação.

O Castelo em Bass Rock. Créditos: Wikipedia

Mas, durante a Idade Média, Bass Rock permaneceu ligada à família escocesa Lauder, que construiu ali uma fortificação próxima ao único ponto de acesso da ilha, cujas muralhas acompanhavam a forma dos paredões rochosos a fim de ampliar as estruturas defensivas do porto de desembarque.

A fortaleza contava com um recurso essencial para resistir a cercos prolongados: uma fonte de água doce localizada na parte superior da ilha.

A fama de segurança era tão grande que, em 1406, o rei escocês Roberto III enviou seu filho, o futuro Jaime I, para Bass Rock a fim de protegê-lo de disputas políticas. Décadas mais tarde, o mesmo castelo serviria para encarcerar adversários da Coroa.

Mas a fase mais famosa da história da ilha começa na Idade Moderna, no século 17, após as guerras civis britânicas e a invasão da Escócia pelas forças de Oliver Cromwell.

Quando a ilha passou ao governo britânico, seu isolamento natural foi aproveitado para formar uma prisão para presos políticos e religiosos, muitos deles pertencentes ao movimento presbiteriano dos Covenanters, perseguido por sua oposição às políticas religiosas da monarquia.

A ilha passou a ser conhecida como o “Patmos da Escócia”, em referência à ilha grega onde, segundo a tradição cristã, o apóstolo João teria sido exilado.

Tempestades frequentes podiam interromper o abastecimento da região por longos períodos de tempo, o que fez com que vários prisioneiros morressem durante o cativeiro.

Um dos episódios mais marcantes ocorreu em 1691, segundo registros históricos, quando quatro oficiais jacobitas presos em Bass Rock aproveitaram um momento de descuido da pequena guarnição para tomar o controle da fortaleza.

Os soldados responsáveis pela guarda descarregavam carvão no cais quando os detentos conseguiram assumir o comando do castelo e expulsar os guardas.

A resistência durou três anos inteiros, com o auxílio de suprimentos clandestinos vindos da costa escocesa e apoio de simpatizantes da causa jacobita na França.

Quando a Coroa britânica tentou bombardear o forte, a posição elevada da fortaleza ajudou as defesas dos insurgentes, e mesmo um bloqueio marítimo não conseguiu fazer com que a rendição fosse imediata.

A crise terminou apenas após longas negociações e fez de Bass Rock uma das posições defensivas mais difíceis de serem conquistadas na Europa.

Em 1706, no entanto, o forte da ilha foi adquirido pelo então presidente da Suprema Corte da Escócia, Hew Dalrymple, e permaneceu sob controle da família durante mais de três séculos, até entrar em decadência definitiva.

No começo do século XX, parte das estruturas do forte foi desmontada para a construção de um farol destinado a orientar a navegação no estuário do rio Forth, um braço de mar na costa leste da Escócia que se conecta ao mar do Norte.

Em 1902, o farol passou a operar sob responsabilidade do engenheiro David Stevenson, membro da famosa família de construtores de faróis da Escócia, e é hoje administrado pelo Northern Lighthouse Board escocês.

A ilha abriga a maior colônia mundial de atobás-do-norte, aves marinhas que podem atingir quase dois metros de envergadura e mergulhar no oceano a velocidades superiores a 90 quilômetros por hora para capturar peixes.

Quase 60% da população europeia dessas aves está na Escócia, onde a ilha constitui o principal centro reprodutivo da espécie.

Durante o verão, mais de 150 mil aves podem ocupar simultaneamente a ilha, cobrindo praticamente toda a superfície visível. Vista do continente, Bass Rock parece branca devido à enorme concentração de aves e aos depósitos de guano acumulados ao longo do tempo.

Em junho de 2026, a importância ambiental da ilha foi reforçada quando a organização conservacionista RSPB Scotland adquiriu Bass Rock e encerrou mais de 300 anos de propriedade privada da família Dalrymple. A iniciativa busca fortalecer a proteção das colônias de aves marinhas diante dos desafios ambientais das próximas décadas.