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май 29, 2026

ЧМ-2026: Если бы тунисские болельщики могли говорить...

Чемпионат мира 2026 обещает быть захватывающим, особенно для тунисских болельщиков, которые живут страстью к футболу очень интенсивно.

ЧМ-2026: Если бы тунисские болельщики могли говорить...

TL;DR

  • Тунисские фанатские группы, такие как «Кровь и золото» (Espérance Sportive) и болельщики Club Africain, создают «тифо» большие баннеры с рисунками, часто выражающие политические взгляды.
  • На трибунах поднимаются темы, связанные с солидарностью с палестинцами, протестами против полицейского насилия, безработицы и высокой стоимости жизни, а также идеи панарабизма.
  • Фанаты также используют «тифо» для запугивания соперников, особенно во время матчей с африканскими клубами.
  • Сборная Туниса, известная как «Орлы Карфагена», успешно прошла квалификацию на Чемпионат мира 2026, продемонстрировав сильную оборону.
  • Новый тренер сборной Сабри Ламуши внес изменения в состав, пригласив опытного Рани Хедиру и молодого полузащитника Ханнибала Мейбри.
  • Тунисские «ультрас» не смогут посетить Чемпионат мира из-за высокой стоимости поездки в США и запрета FIFA на политические манифестации на стадионах.

A torcida da Tunísia transformou os estádios do país em teatros, onde expõe o dia-a-dia do país africano.

A torcida Sangue e Ouro, do Espérance Sportive, clube da capital, é uma espécie de Gaviões da Fiel turbinada.

Leva imensas bandeiras com desenhos às arquibancadas. Os ‘murais’ são conhecidos como “tifos”.

Como se fosse um duelo de Corinthians vs. Palmeiras, os rivais do Club Africain não ficam atrás.

Correndo por fora, os torcedores do Club Sportif Sfaxien, da cidade de Sfax, provocam os capitalinos.

O resultado é um espetáculo à parte das organizadas.

Elas sofrem repressão da polícia local, que mantém vigilância sobre os jovens ‘ultras’.

Temas incômodos aos governos de turno acabam nas arquibancadas: solidariedade com os palestinos, protestos contra a violência policial, o desemprego e o custo de vida.

Os torcedores promovem o pan-arabismo. Quando o revolucionário Gamal Abdel Nasser assumiu o poder no Egito, nos anos 50 do século passado, promoveu o nacionalismo árabe. Egito, Síria e Iraque chegaram a formar a República Árabe Unida.

Com as invasões do Iraque e apoio à guerra civil na Síria, os EUA ajudaram a combater a chama, uma vez que o nacionalismo dificultava o controle externo sobre o fluxo de petróleo na região.

Os desenhos não trazem apenas temas políticos. Trata-se também de intimidar os adversários, especialmente quando os clubes locais recebem rivais africanos.

Esta ideia do futebol como algo mágico, para além de 22 homens ou mulheres no gramado, turbina a paixão dos tunisianos por sua seleção, que vai disputar a Copa do Mundo pela sétima vez.

Não por acaso, a seleção é conhecida como Águias do Cártago, relembrando a potência comercial e militar que rivalizou com Roma.

A Tunísia conseguiu vaga para a Copa de 2026 com nove vitórias e um empate, sem tomar gols. Provou sua força defensiva.

Mesmo assim, a federação local mudou de técnico em janeiro deste ano: trouxe Sabri Lamouchi, que os brasileiros conheceram em 2014 quando ele comandou a Costa do Marfim.

Lamouchi barrou medalhões.

Conseguiu reforçar a equipe com o experiente Rani Khedira, de 32 anos, que fez carreira na Alemanha (hoje no União Berlim) e aceitou disputar a Copa pela Tunísia. Também convocou o meia Hannibal Mejbri, de 23 anos de idade, que hoje atua no clube britânico Burnley.

Na quinta-feira, 28 de maio, o time derrotou o Haiti por 1 a 0 em um amistoso em Toronto, no Canadá.

Os ‘ultras’ tunisianos vão ficar longe da Copa. A seleção fará dois jogos em Monterrey, no México, e o terceiro da primeira fase em Kansas City — contra Suécia, Japão e Holanda. Ir aos Estados Unidos é uma viagem custosa. Para complicar, os Estados Unidos exigiram inicialmente um depósito de 15 mil dólares para quem buscasse visto.

Por fim, a FIFA proíbe manifestações políticas nas arquibancadas, com seguranças agindo para tomar faixas e bandeiras. Com isso, a Tunísia vai jogar “desfalcada”.