Xi Jinping na América
Xi Jinping está em visita de Estado aos EUA (23–25 de setembro de 2026), e o dia principal com Trump é hoje, 24 de setembro. É a primeira visita dele a Washington em mais de uma década e o segundo encontro dos dois líderes neste ano (depois da viagem de Trump a Pequim em maio)
Ontem (23), Trump foi pessoalmente à Base Conjunta Andrews, em Maryland, receber Xi e Peng Liyuan na pista do avião — gesto raro (o último presidente dos EUA a fazer isso com um líder estrangeiro foi Obama com o Papa Francisco, em 2015). Houve tapete vermelho, hinos, salva de 21 tiros e sobrevoo de bombardeiros. No mesmo dia, os dois lados anunciaram a prorrogação da trégua comercial até 10 de janeiro de 2027 (mais dois meses).
Agenda de hoje (24)
Cerimônia oficial de chegada na Casa Branca (por volta das 10h), com honras militares, bandeiras, bandas e discursos.
Reunião bilateral no Salão Oval.
Jantar de Estado à noite no East Room, com presença de executivos de tecnologia (Apple, Nvidia, OpenAI, entre outros).
Trump falou em “amizade verdadeiramente grande” e disse que vão tratar de segurança, tecnologia e “superinteligência” (IA). Xi destacou que os interesses dos dois países estão “profundamente entrelaçados”, pediu cooperação como eixo principal, competição “saudável” e que a IA fique sempre sob controle humano. Também anunciou o convite para 100 mil jovens americanos visitarem a China nos próximos cinco anos.
Temas em discussão
Comércio e tarifas, IA, Taiwan, terras raras, guerra no Irã e relações militares. As expectativas de acordos grandes são baixas: a visita é mais de pompa e sinal de estabilidade do que de avanço concreto. Xi pediu que os EUA tratem a questão de Taiwan com “prudência”.
Amanhã (25) ainda há chá na Casa Branca e visita conjunta aos Arquivos Nacionais. Em resumo: recepção solene, tom conciliador, trégua comercial estendida e poucas novidades de substância até agora