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ВИДЕО: Трамп заставляет журналистку замолчать во время пресс-конференции

То, что крайне правые ненавидят прессу, не новость, и в настоящее время они даже не пытаются скрыть свою ненависть к свободе слова.

ВИДЕО: Трамп заставляет журналистку замолчать во время пресс-конференции

TL;DR

  • Трамп распорядился сократить совместные военные учения США и Южной Кореи, назвав их «полностью неуместным и враждебным сигналом» для Северной Кореи.
  • Президент США обвинил журналистку CNN в распространении фейковых новостей и приказал ей «замолчать».
  • Несмотря на заявление Трампа, ежегодные учения Ulchi Freedom Shield начались в срок.
  • Трамп также выразил недовольство отказом Южной Кореи участвовать в «денационализации Исламской Республики Иран».

A extrema direita detesta a imprensa e atualmente nem sequer busca esconder sua ojeriza à liberdade de expressão. Quem deixou isso claro nesta segunda-feira (17) foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ser questionado sobre a redução dos exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul.

A pergunta foi feita por uma repórter da CNN, que questionou Trump sobre se o líder da Coreia do Norte, Kim Jong Un, havia pedido a ele que reduzisse as atividades militares conjuntas com a Coreia do Sul.

Trump perdeu a linha e começou a disparar uma série de ataques contra a jornalista, a quem chamou de “produtora de fake news” e “espalhafatosa”.

“Quieta, quieta, fique quieta. Você está sendo muito desrespeitosa na frente desse rapaz. Entendeu? Você não acha que ela está sendo desrespeitosa? Você é uma repórter que divulga fake news! Você é barulhenta e espalhafatosa.”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, determinou que o Pentágono reduzisse drasticamente os exercícios militares conjuntos com a Coreia do Sul, alegando custos elevados e sua “relação muito boa” com o líder norte-coreano Kim Jong-un.

A ordem foi divulgada por Trump no domingo (16), em uma publicação na Truth Social, poucas horas antes do início das manobras militares.

Apesar da manifestação do presidente americano, o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul confirmou, nesta segunda-feira (17), que os exercícios anuais Ulchi Freedom Shield começaram normalmente, conforme o cronograma previsto.

Até o momento, não foi anunciada nenhuma alteração significativa nas operações.

Na publicação, Trump reconheceu que já era “tarde demais” para cancelar completamente as manobras, mas afirmou não estar satisfeito com a participação dos Estados Unidos.

O presidente determinou, então, que o Pentágono reduzisse substancialmente os exercícios.

Trump justificou a decisão citando sua relação com Kim Jong-un e classificou as manobras militares como um “sinal totalmente inadequado e hostil” à Coreia do Norte.

Segundo o presidente americano, Pyongyang não representaria uma ameaça aos Estados Unidos desde o início de seu governo.

Horas depois da publicação, entretanto, militares americanos e sul-coreanos deram início aos exercícios.

O Ulchi Freedom Shield está programado para continuar até 27 de agosto e conta com a participação de cerca de 18 mil militares sul-coreanos.

O governo de Seul evitou comentar diretamente a declaração de Trump. A Casa Branca e o Pentágono também não apresentaram, inicialmente, explicações sobre eventual mudança na dimensão dos exercícios.

Além da relação com Kim Jong-un, Trump apresentou outro argumento para justificar sua insatisfação com Seul.

Segundo o presidente americano, ele perguntou ao presidente sul-coreano se o país participaria, ao lado dos Estados Unidos, da “desnuclearização da República Islâmica do Irã”, mas teria recebido um “Não, obrigado!” como resposta.

O próprio Trump reconheceu que o episódio envolvendo o Irã era “um pouco não relacionado” aos exercícios militares com a Coreia do Sul.

A declaração, no entanto, expõe mais um ponto de atrito entre Washington e Seul em um momento de tensão na região.

Os exercícios deste ano incluem treinamentos destinados a responder a algumas das capacidades militares desenvolvidas pela Coreia do Norte.

Entre as atividades previstas estão operações de combate a drones, interrupção de sinais de GPS e defesa contra ataques cibernéticos.

As manobras ocorrem também em meio a novos testes militares realizados por Pyongyang.

Na quarta-feira anterior ao início dos exercícios, a Coreia do Norte disparou um míssil balístico de sua costa leste em direção ao Mar do Japão. O lançamento ocorreu seis dias depois de outro teste semelhante, realizado em 6 de agosto.

Pyongyang tradicionalmente condena as manobras militares realizadas pelos Estados Unidos e pela Coreia do Sul e as apresenta como preparação para uma eventual invasão de seu território.

Autoridades americanas também acompanham a cooperação militar entre a Coreia do Norte e a Rússia. Tropas norte-coreanas têm atuado ao lado das forças russas na guerra contra a Ucrânia, enquanto armamentos produzidos pelo regime de Kim Jong-un também foram empregados no conflito.

O início das manobras conforme o cronograma previsto chama atenção principalmente pelo momento em que ocorreu.

Trump havia acabado de tornar pública uma orientação para que o Pentágono reduzisse substancialmente a participação americana, mas nenhuma mudança imediata foi anunciada pelas forças envolvidas.

Isso não significa necessariamente que a determinação tenha sido desobedecida. Alterações na dimensão ou no formato das operações ainda podem ser implementadas durante os exercícios.

O contraste, porém, é evidente: Trump pediu publicamente uma redução das manobras e, poucas horas depois, Estados Unidos e Coreia do Sul iniciaram os exercícios conforme o planejamento previamente estabelecido.

Jenny Town, diretora do programa 38 North, do Stimson Center, avaliou que a manifestação de Trump pode fazer parte de uma tentativa de reabrir canais com Kim Jong-un.

A declaração reforça uma estratégia já utilizada pelo presidente americano em sua relação com Pyongyang: combinar gestos públicos de aproximação com tentativas de estabelecer uma interlocução direta com o líder norte-coreano.