2026 could be the second hottest year on record, according to European scientists

The European observatory Copernicus projected that 2026 has a high chance of becoming the second hottest year ever recorded in global climate history.

2026 could be the second hottest year on record, according to European scientists

TL;DR

  • Copernicus projects 2026 may be the second hottest year on record.
  • It's almost certain that 2026 will surpass the 1.5°C warming limit above pre-industrial levels.
  • October 2026 saw record-breaking air and ocean surface temperatures, amplified by El Niño.
  • A single year exceeding the 1.5°C limit does not constitute a violation of the Paris Agreement.
  • Scientists anticipate temporary breaches of the 1.5°C limit may become inevitable by 2030.
  • October 2026 was the warmest October on record, with air temperature 1.75°C above the pre-industrial average.
  • Ocean surface temperatures, excluding polar regions, reached a record 20.95°C in October 2026.
  • The tropical Pacific's sea surface temperature anomaly hit a historic high of 3.21°C in October 2026.
  • The intensity and persistence of El Niño are key drivers of the 2026 temperature projection.

O observatório europeu Copernicus projetou que 2026 tem grandes chances de se tornar o segundo ano mais quente já registrado na história do clima global. A projeção, divulgada pelo observatório, aponta que é “quase certo” que o ano ultrapassará o limite de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, repetindo o que ocorreu em 2024. O cenário é impulsionado pelo El Niño, fenômeno que já levou outubro de 2026 a registrar temperaturas recordes tanto no ar quanto na superfície dos oceanos.

O cenário, porém, não significa que o objetivo central do Acordo de Paris de 2015 foi definitivamente descumprido. Para que o teto de 1,5°C seja oficialmente considerado ultrapassado, é necessário que o excedente persista por muito mais tempo do que um único ano civil. Ainda assim, a comunidade científica converge para um diagnóstico preocupante: superar esse limite, ao menos de forma temporária, parece inevitável e poderá se concretizar até 2030.

Recordes de temperatura em outubro de 2026

Outubro de 2026 foi o mês de outubro mais quente já registrado no planeta, segundo o Copernicus. A temperatura média do ar ficou 1,75°C acima da média do período pré-industrial, e o observatório destacou que foi o terceiro mês consecutivo a superar o limite de 1,5°C, o que reforça a tendência que sustenta a projeção anual.

Os oceanos acompanharam o aquecimento atmosférico. As temperaturas na superfície dos mares também atingiram níveis recorde para um mês de outubro: excluindo as regiões polares, a média chegou a 20,95°C. No Pacífico tropical, a anomalia de temperatura na superfície do mar alcançou um “máximo histórico de 3,21°C”, superando os picos registrados em episódios anteriores de El Niño de intensidade muito forte, de acordo com o Copernicus.

Impacto do El Niño

O aquecimento anômalo do Pacífico tropical está diretamente na origem do El Niño, fenômeno natural que amplifica as temperaturas em escala global. A anomalia de 3,21°C registrada nessa região em outubro de 2026 não apenas quebrou recordes históricos como superou os picos de todos os episódios anteriores classificados como de intensidade muito forte, segundo o Copernicus.

É justamente a persistência e a intensidade desse El Niño que sustentam a projeção do observatório europeu para o ano inteiro. Quanto mais o fenômeno se mantiver aquecido e ativo, maior a pressão sobre as médias anuais de temperatura, aproximando 2026 do posto de segundo ano mais quente da história climática registrada.