Director of documentary about Lula also denies Veja about Vorcaro's money

The team of American filmmaker Oliver Stone denied, in an official note, that the documentary Lula (2024) received any resources from Daniel Vorcaro,

Director of documentary about Lula also denies Veja about Vorcaro's money

TL;DR

  • Oliver Stone's team denies that the documentary 'Lula' received any funds from Daniel Vorcaro, former controller of Banco Master.
  • The denial was issued after a magazine published an audio recording allegedly from Vorcaro claiming he funded the R$30 million production.
  • The Federal Police stated Vorcaro did not provide testimony with the reported content and that his plea bargain proposals were not accepted.
  • Lula's campaign called the report an 'electoral farce' and announced legal measures, including a criminal complaint against Vorcaro and a civil suit against the magazine.
  • Prosecutors and Vorcaro's defense suspect the audio was illegally recorded and strategically leaked to harm Lula's election campaign.
  • Revista Fórum reported an alleged scheme involving Vorcaro and Flávio Bolsonaro, suggesting Vorcaro would be released if Bolsonaro is elected, in exchange for anti-Lula content.
  • A counter-documentary on Jair Bolsonaro, titled 'Dark Horse' and financed by Vorcaro, is seen as a potential response to Stone's film.
A equipe do cineasta estadunidense Oliver Stone negou, em nota oficial, que o documentário Lula (2024) tenha recebido qualquer recurso de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. O desmentido foi divulgado na sexta-feira (9) após a revista Veja publicar um áudio atribuído ao ex-banqueiro preso, no qual ele alegaria ter destinado R$ 30 milhões à produção. A Polícia Federal (PF) também desmentiu a Veja, afirmando que Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado, e a campanha de Lula anunciou medidas judiciais, classificando a publicação como “farsa eleitoral” a duas semanas do segundo turno. A equipe de Oliver Stone e Rob Wilson foi direta: o documentário Lula nunca recebeu recursos de Daniel Vorcaro, do Banco Master ou de qualquer empresa a ele associada. A declaração foi feita à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, e reforça uma posição que os responsáveis pela produção já haviam tornado pública em maio, quando as primeiras especulações sobre o suposto patrocínio circularam a partir de fake news disseminadas por bolsonaristas. Segundo os auxiliares de Stone, o diretor sequer havia ouvido falar de Vorcaro.
“Não houve quaisquer recebimentos de recursos, investimentos, patrocínios ou contribuições de qualquer natureza originados a partir de negociações com Daniel Vorcaro, com o Banco Master ou de qualquer empresa ou fundo a eles associados”, diz trecho do comunicado.
O documentário, lançado em 2024, narra a trajetória de Lula com ênfase no período entre sua prisão, em 2018, e a volta à presidência, em 2022. A Polícia Federal foi ainda mais direta do que a equipe de Stone. Em nota divulgada na mesma sexta-feira (9), a corporação afirmou que “Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito.” A PF acrescentou que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa do ex-banqueiro não foram acolhidas “em razão do não atendimento aos requisitos legais, conforme decisão fundamentada de conhecimento da defesa.” A campanha de Lula, coordenada pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou a reportagem como “irresponsável” e “peça eleitoral”. A coligação Brasil Pronto Para Mais divulgou nota: “Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e Polícia Federal. Portanto, uma farsa.” A coordenação anunciou queixa-crime contra Vorcaro, ação indenizatória contra a Veja e pedido formal à PF para apurar a autenticidade das declarações e a eventual divulgação de informações falsas. Procuradores e integrantes da própria defesa de Vorcaro suspeitam que o áudio divulgado pela Veja tenha sido obtido por meio de uma gravação ilegal feita dentro da prisão e vazada de forma estratégica para atingir Lula em plena disputa eleitoral. A reportagem foi publicada a apenas duas semanas do segundo turno, timing que, para a campanha petista, reforça as suspeitas sobre o caráter político da operação. A Revista Fórum, no entanto, já havia antecipado a movimentação envolvendo Vorcaro, Flávio Bolsonaro e a Veja. Na quinta-feira (8), véspera da publicação com o áudio atribuidores ao ex-banqueiro, a reportagem da Fórum revelou a notícia de fato apresentada à Polícia Federal pelos advogados Marco Aurélio de Carvalho e Reinaldo Santos de Almeida, integrantes do Grupo Prerrogativas, na qual denunciam uma articulação entre Flávio e Vorcaro. Segundo o grupo, Vorcaro teria vazado um HD com conteúdo contra Lula fora dos canais formais de colaboração e estaria negociando entrevistas com redes de televisão. Em troca, receberia a promessa de deixar a prisão caso Flávio Bolsonaro seja eleito. Para Carvalho, o objetivo da operação seria produzir uma espécie de contraponto ao documentário de Stone por meio do filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, este sim financiado por Vorcaro.
“Isso é um escândalo. Nós não temos a menor dúvida que se, eventualmente o Flávio ganhar, seguramente o Vorcaro vai ser solto. Nós temos um grande acordão”, afirmou Carvalho à Fórum.