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Petrobrás удваивает прибыль благодаря мере Лулы, которую Флавио Болсонаро хочет отменить
Для Petrobrás и акционеров эта мера имела параллельный эффект: прибыль, объявленная в этот четверг (6-го), составила 52,44 млрд реалов, что на 96,8% больше, чем...

TL;DR
- Прибыль Petrobras в первом квартале выросла на 96,8% до 52,44 млрд реалов.
- Рост прибыли связан с 12%-ным налогом на экспорт нефти, введенным правительством Лулы для контроля цен на топливо.
- Флавио Болсонаро обещает отменить этот налог, сравнивая его с негативным опытом Аргентины.
- Болсонаро также предлагает сократить расходы на социальные программы, снизить налоги для крупных корпораций и дальнейшую дерегуляцию.
- Нефтяные компании и ассоциации, такие как IBP и Abpip, оспаривают конституционность налога в суде.
Petrobras anunciou lucro de R$ 52,44 bi no primeiro trimestre, 96,8 % maior que o mesmo período do ano passado.
O resultado está ligado à alíquota de 12 % sobre exportação de petróleo criada pelo governo Lula e pelo então ministro da Fazenda Fernando Haddad.
A medida visava conter a alta dos combustíveis, sobretudo o diesel, provocada pela guerra no Irã e proteger os preços nos supermercados.
Flávio Bolsonaro propôs extinguir a taxa, enquanto IBP e Abpip contestaram judicialmente sua constitucionalidade.
Em mais uma declaração que mostra a pauta entreguista que pretende levar ao Planalto, caso seja eleito, Flávio Bolsonaro (PL) prometeu revogar uma medida tomada por Lula logo após o início da guerra de Donald Trump e Benjamin Netanyahu ao Irã, que turbinou os preços do petróleo no mercado mundial. A ação do governo foi, em grande parte, responsável pelo lucro de R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre da empresa, uma alta de 96,8%, e blindou o Brasil da alta exorbitante dos combustíveis.
“Vamos acabar com essa alíquota de exportação de petróleo de 12% que inventaram por causa da guerra. Foi o que a Argentina fez, meteu imposto de exportação sobre a carne e qual a consequência? Pararam de produzir, desabastecimento, preço alto, todo mundo passou fome”, declarou em entrevista a podcast neoliberal Market Makers, direcionado aos agentes da Faria Lima.
Em poucas palavras, Flávio Bolsonaro faz uma comparação esdrúxula, do petróleo brasileiro com a carne argentina, e acenou para as petrolíferas transnacionais, que se rebelaram contra a ação do governo Lula.
Em março deste ano, o governo editou a MP 1.340, que instituiu alíquota de 12% sobre a exportação de petróleo bruto e de 50% sobre o óleo diesel. O objetivo foi garantir o abastecimento interno dos combustíveis durante a forte oscilação de preços no mercado internacional.
À época, o Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e a Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip), que fazem lobby para as petrolíferas transnacionais, atacaram a decisão e buscaram judicializar a medida, alegando que seria inconstitucional.
Na prática, a medida tomada por Lula e Fernando Haddad, então ministro da Fazenda, blindou os brasileiros do aumento exponencial dos combustíveis, especialmente o óleo diesel, provocado pela guerra no Irã e impediu que a alta chegasse aos supermercados, visto que grande parte do transporte de mercadorias no Brasil é feita por caminhões.
Para a Petrobrás e os acionistas a medida causou um efeito paralelo, com o lucro anunciado nesta quinta-feira (6), de R$ 52,44 bilhões, alta de 96,8% em comparação com o lucro de R$ 26,65 bilhões apurado no mesmo intervalo do ano anterior.
Em valor nominal, esse foi o melhor resultado desde o segundo trimestre de 2022. A empresa também anunciou R$ 17,4 bilhões em remuneração a acionistas.
Além disso, a ação turbinou a venda de ações da Petrobrás na Bolsa de Valores, que também sentiu os efeitos da guerra de Trump e Netanyahu.
Um dia antes, Flávio Bolsonaro foi às redes sociais divulgar nove “propostas”, mais focadas na área econômica, para governar o Brasil, caso seja eleito presidente.
O amontoado de ideias repete chavões e mantras do neoliberalismo, para agradar setores financistas transnacionais e, especialmente, Donald Trump, que tem patrocinado uma investida sem precedentes dos EUA para interferir nas eleições presidenciais do Brasil.
Com palavras genéricas, que esconde quem seriam beneficiados com as propostas, Flávio mira ainda a indústria transnacional do petróleo e dos ultraprocessados – que remetem lucros a Wall Street -, e o aprofundamento da “desregulamentação” do mercado de capitais iniciada por Paulo Guedes e Roberto Campos Neto, que resultou em escândalos financeiros como o do Banco Master.
Para o povo e as camadas mais marginalizadas da população, o filho “01” de Jair Bolsonaro promete um “tesouraço”, que resultaria em um desmonte das políticas de proteção social.
Veja, ponto a ponto, quem Flávio Bolsonaro pretende favorecer com as “propostas” divulgadas:
- “Tesouraço em tudo que atrasa sua vida”: Basicamente são cortes de investimento na saúde e educação pública, alvos da cobiça de grupos privados. Além da repetição da política de Paulo Guedes de congelamento no aumento do salário-mínimo, BPC (Benefício de Prestação Continuada) – que financia pessoas em vulberabilidade social – e aposentadorias. A repetição da “motosserra” de Javier Milei no Brasil tem como objetivo o desmonte das políticas de proteção social.
- “Reduzir a alíquota de IOF para os níveis de 2022”: favorecendo a Faria Lima, bancos e especuladores que realizam operações cambiais. A medida ainda abre espaço para perda de arrecadação e contribui para o desequilíbrio nas contas públicas, resultando em cortes no orçamento.
- “Zerar o imposto de importação de petróleo”: benéfica diretamente às empresas que importam petróleo e combustíveis do truste das petrolíferas internacionais. A medida ainda enterra o projeto de fortalecimento da indústria nacional do petróleo restabelecida por Lula e fornece argumentação ideológica para privatização da Petrobrás.
- “Rever o imposto seletivo para ultraprocessados”: basicamente, a medida beneficia as transnacionais e grandes grupos de alimentação que lucram com alimentos ultraprocessados, que fazem mal à saúde principalmente de crianças e adolescentes. A proposta ainda infla o sistema de saúde pública em razão das doenças causadas pelo consumo excessivo desse tipo de alimento.
- “Rever o arcabouço fiscal”: sem sinalizar o que seria essa “revisão”, Flávio Bolsonaro tende a endurecer regras para justificar os cortes em investimentos na saúde e educação para agradar a Faria Lima e agentes privatistas”.
- “Classificar facções como narcoterroristas”: atende diretamente à política de Donald Trump de transformar a América Latina novamente em quintal dos EUA. A medida avalizaria, entre outras, uma ação armada dos EUA sem a necessidade de comunicar autoridades brasileiras.
- “Redução da maioridade penal”: enfatiza a política punitivista em detrimento da educação. A proposta de segurança, no entanto, não toca em penas para banqueiros ou políticos que cometam crimes.
- “Castração química”: outra política punitivista para agradar o eleitorado ultraconservador, sem lastro algum que funcione em algum lugar do planeta. A medida, geralmente, é aplicada contra aqueles que não têm direito à defesa e não atingiria aliados do clã Bolsonaro que já foram investigados por assédio e até mesmo estupro.
- “Acabar com a reeleição”: aceno para partidos aliados do Centrão, que estão optando pela neutralidade nas eleições. A medida acena principalmente ao Republicanos, que negociava apoio visando a cadeira de vice – para Daniella Marques Consentino, a “Paulo Guedes de Saias”. A proposta seria um compromisso de que Flávio abriria mão da reeleição em favor de Tarcísio Gomes de Freitas.