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май 28, 2026

Летисия Колин выступает за отмену схемы 6х1: «Она выгодна только владельцам компаний»

Актриса Летисия Колин, которая в настоящее время играет Адриану, главную героиню «Quem Ama Cuida», текущей новеллы Globo в 21:00, высказалась в поддержку Конституционной Поправки (PEC), предлагающей отмену схемы 6х1, которая будет рассмотрена в среду (27) в Палате депутатов.

Летисия Колин выступает за отмену схемы 6х1: «Она выгодна только владельцам компаний»

TL;DR

  • Актриса Летисия Колин высказалась в поддержку отмены схемы работы 6х1.
  • Поправка к Конституции (PEC) предлагает два оплачиваемых выходных дня в неделю и сокращение максимальной рабочей недели с 44 до 40 часов.
  • Два выходных дня и сокращение рабочего дня до 42 часов вводятся через 60 дней после публикации поправки.
  • Сокращение до 40 часов произойдет через 12 месяцев после первой этапа.
  • Зарплата не будет снижаться, и это касается также минимальных зарплат.
  • Соглашения и коллективные договоры остаются возможными, но должны соответствовать новым лимитам.
  • Микропредприятия и малый бизнес могут получить переходные меры при условии сохранения рабочих мест.
  • Поправка коснется действующих трудовых договоров.

A atriz Letícia Colin, que atualmente está no ar como Adriana, protagonista de “Quem Ama Cuida”, atual novela das 21h da Globo, manifestou-se favoravelmente à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe o fim da escala 6×1 e será votada nesta quarta-feira (27) na Câmara dos Deputados.

Para Letícia Colin, “a escala 6×1 é um projeto político […] criado para manter o trabalhador exausto” e que beneficia apenas os donos das empresas, “cada vez mais ricos”:

“A escala 6×1 é um projeto político. Um sistema que foi criado pra manter o trabalhador exausto, sem saúde mental, sem viver em família, sem estudar, sem poder ter lazer. E os donos das empresas? Cada vez mais ricos. Tempo é dignidade pra existir.”

Fim da escala 6×1: relatório final da PEC é aprovado na Comissão Especial

O relatório final da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que propõe o fim da escala 6×1 foi aprovado na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. Agora, a proposta vai à votação no Plenário da Casa ainda nesta quarta-feira (27), visto que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já pautou a matéria.

Fim da escala 6×1: veja os principais pontos do relatório final

O deputado Leo Prates (Republicanos-BA) apresentou nesta segunda-feira (25) o parecer final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala 6×1. O texto propõe reduzir a jornada máxima de trabalho no Brasil de 44 para 40 horas semanais, garantir dois dias de repouso semanal remunerado e impedir qualquer redução salarial.

A proposta será votada primeiro na comissão especial da Câmara dos Deputados. Se for aprovada, seguirá para o Plenário da Casa, onde precisará passar por dois turnos de votação. Como se trata de uma PEC, será necessário o apoio de três quintos dos deputados. Depois, o texto ainda terá de ser analisado pelo Senado.

Um dos pontos centrais do parecer é que os dois dias de descanso passam a valer antes da redução completa da jornada. Pelo texto, 60 dias após a publicação da emenda constitucional, os trabalhadores já terão direito a dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos.

A diminuição das horas trabalhadas, no entanto, será feita de forma gradual. Nesse mesmo prazo de 60 dias, a jornada máxima cairá de 44 para 42 horas semanais. A redução definitiva para 40 horas ocorrerá 12 meses depois dessa primeira etapa.

O parecer também deixa claro que a mudança valerá para os contratos de trabalho já em vigor. A redução da jornada não poderá provocar corte salarial, seja nominal, proporcional ou indireto. A proteção também alcança os pisos salariais, impedindo que a diminuição das horas trabalhadas seja usada como justificativa para reduzir a remuneração.

Outro ponto relevante é a rejeição de propostas que tentavam adiar a entrada em vigor das mudanças por dez anos. Para o relator, esse prazo esvaziaria o direito dos trabalhadores e transformaria o fim da escala 6×1 em uma promessa distante, sem efeito prático imediato.

O relatório também rejeita emendas que criavam exceções amplas para atividades consideradas essenciais. O entendimento do relator é que esse tipo de diferenciação poderia criar um duplo regime de direitos entre trabalhadores, mantendo parte das categorias submetida a jornadas mais longas.

Ao mesmo tempo, o parecer preserva a negociação coletiva. Convenções e acordos coletivos poderão ajustar regimes específicos de trabalho, especialmente em setores que exigem organização diferenciada de escalas. Esses acordos, porém, terão de respeitar os novos limites constitucionais e garantir, na média, os dois dias de descanso semanal remunerado.

O texto reconhece ainda que microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte podem enfrentar dificuldades específicas de adaptação. Por isso, autoriza que uma lei complementar estabeleça medidas transitórias para esses segmentos, desde que estejam condicionadas à manutenção dos empregos.

Na justificativa, o relatório sustenta que a escala 6×1 e as jornadas superiores a 40 horas atingem com mais força trabalhadores em situação de maior vulnerabilidade, especialmente jovens, pessoas negras, trabalhadores com menor escolaridade, mulheres submetidas à dupla jornada e empregados de baixa renda.

O parecer apresenta a redução da jornada como uma medida de saúde pública, qualidade de vida, modernização econômica e justiça social. A lógica central do texto é simples: reduzir o tempo de trabalho sem reduzir salário e garantir ao trabalhador mais tempo para descanso, família, estudo e vida pessoal.

Confira abaixo os principais pontos da PEC do fim da escala 6×1:

  • Fim da escala 6×1 como regra geral: o texto garante dois dias de repouso semanal remunerado.
  • Dois dias de descanso entram antes da redução completa da jornada: o direito passa a valer 60 dias após a publicação da emenda.
  • Jornada será reduzida de forma gradual: primeiro cai de 44 para 42 horas semanais; depois, 12 meses mais tarde, chega a 40 horas.
  • A jornada máxima diária continua em oito horas.
  • Não poderá haver redução salarial: o parecer proíbe corte nominal, proporcional ou indireto.
  • Pisos salariais também ficam protegidos.
  • A escala 5×2 passa a ser o modelo de referência: cinco dias de trabalho e dois dias de descanso.
  • A proposta não adota a escala 4×3: o relator considera o modelo ideal, mas afirma que o Brasil ainda não está preparado para aplicá-lo amplamente.
  • Acordos e convenções coletivas continuam permitidos: sindicatos e empresas poderão ajustar regimes específicos, desde que respeitem os novos direitos.
  • Cláusulas coletivas incompatíveis com a nova regra perderão efeito após 60 dias.
  • O parecer rejeita prazo de dez anos para entrada em vigor: o relator afirma que isso esvaziaria o direito dos trabalhadores.
  • Microempresas, empresas de pequeno porte e MEIs poderão ter medidas de transição, mas condicionadas à manutenção dos empregos.
  • Contratos de trabalho já existentes serão alcançados pela nova regra.
  • Empregados hipersuficientes terão regra própria: trabalhadores com ensino superior e renda elevada poderão ficar fora do controle de jornada, salvo previsão em acordo coletivo ou decisão do empregador. Essa exceção não vale para empregados públicos.

Se aprovado na comissão, o texto seguirá ao plenário da Câmara, onde precisará de três quintos dos votos dos deputados em dois turnos.