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апрель 24, 2026
Italy in Iran's place at the World Cup? The Italian government's response to Trump ally's suggestion
Amid geopolitical tensions, a suggestion by a Donald Trump ally to place Italy in Iran's spot at the World Cup is rejected

TL;DR
- U.S. envoy Paolo Zampolli suggested Italy replace Iran in the 2026 World Cup.
- Zampolli cited Italy's four World Cup titles and the geopolitical crisis as reasons for the proposal.
- Italian Minister of Sport Andrea Abodi called the proposal "impossible and inadequate."
- Minister of Economy Giancarlo Giorgetti described a potential team swap as "shameful."
- Italian Olympic Committee President Luciano Buonfiglio stated that qualification must be earned on the field.
- FIFA President Gianni Infantino previously assured that the Iranian team would participate.
- Iran's government confirmed it is proceeding with preparations for the World Cup.
- The Iranian Embassy in Italy criticized the proposal as a sign of U.S. "moral bankruptcy."
- If Iran were excluded, FIFA could choose a replacement, but the Asian Football Confederation might prefer a substitute from its continent, like the UAE.
A ofensiva militar de Estados Unidos e Israel contra o Irã colocou em xeque a participação da seleção do Oriente Médio na Copa do Mundo de 2026, já que suas partidas na fase de grupos estão marcadas para o território estadunidense. Em meio à crise diplomática e militar, Paolo Zampolli, enviado dos EUA para relações internacionais, sugeriu a Donald Trump e à Fifa que a Itália, fora do mundial pela terceira vez consecutiva, herdasse a vaga.
“Sou italiano e seria um sonho ver a Azzurra em um torneio sediado nos EUA. Com quatro títulos, eles têm o currículo necessário para justificar a inclusão”, declarou Zampolli ao Financial Times, em uma aparente tentativa de reaproximação entre Trump e a primeira-ministra italiana Giorgia Meloni, segundo o site Al Jazeera.
A proposta, no entanto, foi rechaçada pelo alto escalão do governo italiano, que demonstrou constrangimento com a possibilidade de uma manobra extracampo. O ministro italiano do Esporte, Andrea Abodi, rejeitou a ideia. “A possível requalificação da Itália para a Copa do Mundo de 2026, que o enviado do presidente dos EUA, Donald Trump, Paolo Zampolli, teria proposto à Fifa, é, em primeiro lugar, impossível e, em segundo lugar, inadequada. Não sei o que vem primeiro.”
Na mesma linha de indignação em defesa da legitimidade esportiva, o ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, foi categórico ao descrever uma possível troca de seleções na Copa como algo “vergonhoso”.
A palavra da Fifa
O repúdio à sugestão do aliado de Donald Trump ecoou também entre as principais lideranças esportivas da Itália.
“Em primeiro lugar, não acho que seja possível”, disse o presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio. “Em segundo lugar, eu me sentiria ofendido. Para ir à Copa do Mundo, é preciso merecer.”
Já o técnico Gianni De Biasi reforçou a improbabilidade da manobra e alfinetou a interferência política. “Além disso, acredito que a Itália não precisa do apoio de Trump em uma questão como essa. Acho que podemos lidar com isso sozinhos”, desdenhou.
Embora não tenha se manifestado oficialmente, a Fifa lembrou uma declaração do presidente da entidade, Gianni Infantino. “A seleção iraniana virá, com certeza”, assegurou. “Eles realmente querem jogar e devem jogar. O esporte deve estar fora da política.”
A posição do Irã na Copa
Do lado iraniano, o clima é de manutenção do planejamento para o torneio, que começa em 11 de junho, apesar de um pedido frustrado para transferir seus jogos para o México. A porta-voz do governo, Fatemeh Mohajerani, garantiu que o Ministério do Esporte tomou todas as providências para a participação da equipe.
O presidente da federação iraniana, Mehdi Taj, confirmou que a entidade segue se planejando para o Mundial durante um ato em Teerã. “Estamos nos preparando e fazendo os preparativos para a Copa do Mundo, mas obedecemos às decisões das autoridades”, afirmou.
Em seu perfil no X (ex-Twitter), a Embaixada do Irã na Itália comentou a proposta. “O futebol pertence aos povos, não aos políticos. A Itália conquistou a grandeza do futebol no campo, não graças à rendição política. A tentativa de excluir o Irã da Copa do Mundo mostra apenas a ‘falência moral’ dos Estados Unidos, que temem até mesmo a presença de onze jovens iranianos no gramado”, diz a postagem.
Caso o cenário improvável de exclusão da seleção iraniana se concretize, o artigo sexto do regulamento da Copa do Mundo permite à Fifa escolher qualquer nação substituta. Contudo, por uma questão de equidade entre as representações continentais, a Confederação Asiática de Futebol não deve abrir mão de que a vaga permaneça no continente, com os Emirados Árabes Unidos como a escolha mais lógica para a sucessão.