Отчет указывает, что Воркаро получал указания от сотрудника ЦБ

Расследование также указывает на платежи до 760 тысяч реалов в месяц чиновнику.

Отчет указывает, что Воркаро получал указания от сотрудника ЦБ

TL;DR

  • Полиция утверждает, что Даниэль Воркаро получал инсайдерскую информацию от бывшего сотрудника Центрального банка Бразилии Белльине Сантаны.
  • Следователи считают, что Сантана консультировал Воркаро по вопросам, связанным с переговорами банка Master с Центральным банком.
  • Предполагается, что Воркаро ежемесячно выплачивал Сантане до 760 тысяч реалов.
  • Упоминается, что Воркаро оплатил расходы Сантаны во время его поездки во Францию.

Enquanto o Banco Master negociava com o Banco Central, Daniel Vorcaro recebia conselhos de alguém de dentro da própria instituição.

É o que aponta a Polícia Federal em documentos que tiveram o sigilo retirado nesta semana.

O nome citado é Belline Santana, ex-chefe de supervisão do Banco Central.

Segundo a PF, ele repassava informações a Vorcaro e o orientava sobre assuntos que o Master tratava com o BC.

Em uma das conversas, Belline chegou a opinar sobre mudanças em um documento que seria apresentado pela instituição financeira ao próprio Banco Central durante as negociações envolvendo o BRB.

A investigação também aponta que Vorcaro faria pagamentos de até R$ 760 mil por mês ao servidor.

“Vamos vencer essa guerra”

As mensagens mostram que a relação entre os dois vinha desde 2023.

Em agosto de 2025, Belline procurou Vorcaro e disse que o dia parecia terminar de forma menos pessimista.

O banqueiro respondeu:

“Ainda estamos vivos, então há esperança. Vamos vencer essa guerra.”

Belline respondeu que sim. A PF também encontrou mensagens sobre uma viagem do servidor à França.

Vorcaro teria ajudado a organizar a recepção. O roteiro incluía restaurantes e outros compromissos. Segundo os investigadores, as conversas indicam que as despesas seriam pagas pelo banqueiro.

As informações vieram a público depois que André Mendonça retirou o sigilo de 15 procedimentos ligados ao caso Master, a pedido de Edson Fachin.

A defesa de Belline ainda não se manifestou.