TSE формирует большинство для отстранения Пабло Марсала от президентской гонки

Кандидатура Пабло Марсала (PRTB) на пост президента Республики находится под угрозой. В эту пятницу (11) Высший избирательный суд (TSE) сформировал большинство для отклонения регистрации бизнесмена и отказа в его участии в гонке за Дворец Планальто.

TSE формирует большинство для отстранения Пабло Марсала от президентской гонки

TL;DR

  • Большинство судей TSE проголосовало за отклонение регистрации Пабло Марсала на пост президента.
  • Причина отклонения осуждение за ненадлежащее использование средств массовой информации в 2024 году, что делает его неспособным занимать должность до 2032 года.
  • Также возникли сомнения относительно законности его партийной принадлежности к PRTB в установленные сроки.

A candidatura de **Pablo Marçal (PRTB)** à Presidência da República está por um fio. Nesta sexta-feira (11), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para rejeitar o registro do empresário e barrar sua permanência na corrida ao Palácio do Planalto.

Quatro dos sete ministros já votaram pelo indeferimento: **Estela Aranha, Nunes Marques, André Mendonça e Ricardo Villas Bôas Cueva**.

O julgamento, no entanto, ainda não terminou formalmente e acontece no plenário virtual. Até a conclusão, os ministros ainda podem alterar votos, além da possibilidade de pedido de vista ou destaque, conforme as regras aplicáveis ao julgamento.

No centro da decisão está uma condenação que remonta à campanha eleitoral de 2024, quando Marçal disputou a Prefeitura de São Paulo.

Estratégia digital de 2024 volta a atingir Marçal

Dois anos depois da disputa pela Prefeitura de São Paulo, a estratégia adotada por Marçal nas redes sociais durante aquela campanha voltou a produzir consequências eleitorais.

O empresário foi condenado por **uso indevido dos meios de comunicação** em um processo relacionado ao chamado “campeonato de cortes”, estratégia que estimulava apoiadores a produzir e disseminar vídeos curtos de sua campanha nas redes sociais.

A condenação tornou Marçal **inelegível por oito anos, até 2032**. Posteriormente, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) manteve a punição por unanimidade ao analisar recurso apresentado pela defesa.

É essa inelegibilidade que sustenta um dos principais argumentos para impedir sua candidatura ao Planalto. Relatora do caso no TSE, Estela Aranha votou pela rejeição do registro e foi acompanhada, até agora, por outros três ministros.

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Filiação partidária também virou problema

A condenação relacionada à campanha de 2024 não é o único obstáculo enfrentado por Marçal na Justiça Eleitoral.

O Ministério Público Eleitoral (MPE) também levantou questionamentos sobre a regularidade de sua **filiação ao PRTB dentro do prazo exigido para disputar as eleições**.

Segundo o MPE, quando terminou o período estabelecido pela legislação para que candidatos estivessem vinculados a um partido, Marçal ainda aparecia publicamente como integrante do União Brasil. Sua entrada no PRTB ocorreu em meio a uma disputa judicial.

A indefinição sobre o registro já havia provocado consequências práticas para a campanha. Enquanto o caso era analisado, a Justiça Eleitoral impôs restrições à participação de Marçal em debates, à propaganda gratuita no rádio e na televisão e ao acesso a recursos públicos eleitorais.

Agora, com **quatro votos pela rejeição do registro**, o TSE já tem maioria para impedir a candidatura presidencial de Marçal. Mas, a decisão só estará formalmente definida com a conclusão do julgamento.