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май 30, 2026

«ВАУУУ!»: Эдуардо Болсонару радуется заявлению Рубио, подкрепляющему «США на первом месте»

В очередной раз демонстрируя безоговорочное согласование с интересами Вашингтона, которое попирает любые представления или следы национального суверенитета, бывший федеральный депутат Эдуардо Болсонару (PL-SP) использовал свои социальные сети, чтобы публично отпраздновать заявление государственного секретаря США Марко Рубио. Бразильский парламентарий ликовал по поводу лозунга «Америка прежде всего» (America First), основы националистической иностранной интервенционистской доктрины Белого дома, игнорируя собственный «патриотический» дискурс, который его политическое крыло обычно проповедует в Бразилии.

«ВАУУУ!»: Эдуардо Болсонару радуется заявлению Рубио, подкрепляющему «США на первом месте»

TL;DR

  • Эдуардо Болсонару выразил восторг по поводу заявления госсекретаря США Марко Рубио, в котором подчеркивается лозунг «Америка прежде всего».
  • Это произошло после того, как США признали бразильские группировки PCC и Comando Vermelho террористическими организациями, чему способствовал лоббизм семьи Болсонару.
  • Болсонару также одобрил упоминание Рубио о борьбе с «крайне левым терроризмом», нарративом, который, по мнению экспертов, не имеет фактической основы, но соответствует идеологическим взглядам его сторонников.
  • Критики отмечают, что действия Болсонару демонстрируют приверженность интересам США в ущерб национальному суверенитету Бразилии.

Em mais uma demonstração de alinhamento irrestrito aos interesses de Washington, que atropela qualquer noção ou traço de soberania nacional, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) utilizou suas redes sociais para celebrar publicamente uma declaração do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O parlamentar brasileiro vibrou com o lema “America First” (A América em Primeiro Lugar), base da cartilha nacionalista intervencionista estrangeira da Casa Branca, ignorando o próprio discurso “patriótico” que sua ala política costuma pregar no Brasil.

A manifestação ocorre em um momento delicado, logo após o governo dos EUA declarar as facções brasileiras PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas. A medida é resultado de um forte lobby por intervenção e de traição à soberania brasileira empreendido pela própria família Bolsonaro, coroado com a recente ida do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, a Washington para capitanear a agenda junto a Donald Trump.

“WOWWW!”: O aplauso ao nacionalismo alheio

Habituado a se emocionar com símbolos, hinos e pautas institucionais dos EUA, Eduardo Bolsonaro não escondeu o entusiasmo com a linha dura adotada pela diplomacia norte-americana. Ao replicar a nota oficial do Departamento de Estado liderado por Rubio, o filho do ex-presidente brasileiro disparou:

“ WOWWW! RUBIO DÁ O TOM…Colocar a América em primeiro lugar significa proteger nosso país[os EUA], nosso povo e nosso modo de vida”.

Na sequência, o deputado fez questão de destacar a tradução do trecho que exalta o interesse exclusivo da potência do Norte.

O delírio do “terrorismo de extrema esquerda”

Além da ode ao America First, Eduardo Bolsonaro celebrou com afinco a segunda parte do tuíte de Rubio, que evoca fantasmas ideológicos sob medida para alimentar a paranoia das redes bolsonaristas. Na nota enaltecida pelo deputado, o secretário de Estado norte-americano escreveu:

“[Os EUA vão] Utilizar ferramentas de contraterrorismo e parcerias globais para deter a ameaça do TERRORISMO DE EXTREMA ESQUERDA antes que ela se metastatize é uma das maneiras de fazer isso.”

A retórica de Rubio sobre um suposto “terrorismo de extrema esquerda” operando na região é classificada por especialistas políticos como um delírio completo, sem qualquer lastro na realidade factual sobre a face da Terra. No entanto, a narrativa se encaixa perfeitamente nas maluquices ideológicas e nas teorias conspiratórias sem sentido que servem de combustível diário para manter engajada a bolha de fanáticos no Brasil.

Ao aplaudir a ingerência e a fantasia geopolítica de Washington, o clã extremista brasileiro mostra que o seu conceito de “pátria” parece sempre terminar onde começam as fronteiras e as ordens dos EUA.