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май 29, 2026

Albatroz Vortex: новый военный дрон ВВС Бразилии со 100% бразильской технологией

Национальный дрон, разработанный в партнерстве между ВВС Бразилии (FAB), Stella Tecnologia и AERO CONCEPTS, является первой беспилотной системой в стране, оснащенной турбиной собственного производства на 100%.

Albatroz Vortex: новый военный дрон ВВС Бразилии со 100% бразильской технологией

TL;DR

  • В Бразилии разработан беспилотник Albatroz Vortex с первой в стране 100% национальной реактивной турбиной.
  • Дрон способен к 24-часовому полету, несет до 150 кг полезной нагрузки и может работать с коротких взлетно-посадочных полос и авианесущих кораблей.
  • Albatroz Vortex будет использоваться ВВС, сухопутными и военно-морскими силами для разведки, наблюдения, а также для мониторинга границ и прибрежной инфраструктуры.
  • Проект способствует развитию национальной оборонной промышленности и укреплению стратегической автономии Бразилии.
  • Разработка включает создание отечественной цепочки производства авиационных турбин и освоение производства высокопрочных суперсплавов.
  • Проект интегрирован в стратегию «Força Aérea 100», направленную на модернизацию ВВС Бразилии к 2041 году.

Um drone nacional desenvolvido em parceria entre a Força Aérea Brasileira (FAB), a Stella Tecnologia e a AERO CONCEPTS é o primeiro sistema aéreo não tripulado do país a ser equipado com uma turbina a jato de fabricação 100% nacional.

O projeto também recebeu apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e contribuições técnicas do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), braço científico da FAB.

O projeto do drone, feito com sistema propulsivo desenvolvido no Brasil, tem participação direta da FAB na validação operacional da plataforma, que conta com autonomia de voo de 24 horas e capacidade de transportar até 150 quilos de carga útil.

O Albatroz Vortex, como foi chamado o sistema aéreo não tripulado, será usado em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) do Exército, além de auxiliar em operações embarcadas da Marinha para monitoramento de fronteiras e infraestrutura de áreas costeiras.

A aeronave opera em pistas curtas, com menos de 150 metros, e em navios-aeródromos (os porta-aviões de grande porte que servem como bases aéreas flutuantes).

O primeiro teste da tecnologia foi realizado ainda em 2025, para validar a integração entre o drone, cuja plataforma foi desenvolvida pela Stella Tecnologia, e a turbina da AERO CONCEPTS, a ATJR15-5, produzida nacionalmente na sede da fabricante, em São José dos Campos.

A turbina tem empuxo de cerca de 500 Newtons e faz parte de uma família de turbinas em desenvolvimento para uso em drones, mísseis e pequenos sistemas aeronáuticos.

No caso do Brasil, que depende historicamente de fornecedores estrangeiros para sistemas estratégicos, o domínio das tecnologias de fabricação é especialmente relevante para a modernização e a autonomia das Forças Armadas.

O desenvolvimento das turbinas requer superligas metálicas de grande resistência, capazes de operar sob altíssimas temperaturas, além do domínio do controle FADEC, sistema computadorizado avançado que gerencia motores aeronáuticos para ajustar automaticamente combustível, ignição e mecanismos de proteção do motor.

Segundo a AERO CONCEPTS, o objetivo da empresa é construir, no médio prazo, uma cadeia nacional de turbinas aeronáuticas, com componentes críticos fabricados no Brasil e desenvolvimento local de superligas metálicas.

De acordo com o Center for Strategic and International Studies (CSIS), drones passaram a desempenhar papel fundamental nas guerras modernas porque substituem parte do monitoramento tripulado por sistemas de vigilância de baixo custo e em tempo real, operados remotamente.

O Brasil já havia desenvolvido drones de monitoramento, mas a fabricação dependia de componentes importados, sobretudo turbinas e sistemas de navegação. O projeto nacional do Albatroz integra a estratégia “Força Aérea 100”, que estabelece os eixos de modernização da FAB até 2041.

Entre os objetivos previstos estão o desenvolvimento de sistemas aeroespaciais autônomos e a ampliação da capacidade científica brasileira em parceria com universidades, centros de pesquisa e empresas privadas.

Atualmente, um dos projetos mais estratégicos é o Parque Industrial e Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA), uma cooperação entre o Ministério da Defesa, o Governo da Bahia e o SENAI CIMATEC.

O complexo foca em pesquisas in loco sobre drones, inteligência artificial, computação quântica, satélites e sistemas aeroespaciais avançados.

O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) também deve receber, em breve, um novo campus na Base Aérea de Fortaleza, com o objetivo de formar novos engenheiros aeronáuticos capazes de atuar nas forças brasileiras.

O drone nacional Albatroz precisa ser transformado, agora, em uma plataforma operacional consolidada. Para isso, serão realizados testes de certificação destinados a garantir produção em escala industrial de sistemas críticos, especialmente motores, sensores e componentes eletrônicos embarcados.