Senator requests Peña's arrest to prevent flight like Flávio Bolsonaro

Esperanza Martínez requests Peña's arrest to prevent flight and argues that the president should have his assets confiscated amid the crisis.

Senator requests Peña's arrest to prevent flight like Flávio Bolsonaro

TL;DR

  • Senator Esperanza Martínez urges Paraguayan authorities to accelerate investigations against President Santiago Peña and prevent his potential flight.
  • She references a scenario involving Flávio Bolsonaro as a cautionary example of a leader potentially evading justice with international assistance.
  • The call comes amidst a crisis triggered by the Central Bank's intervention in Ueno Bank, which has affected millions of customers and led to the resignation of the Central Bank president.
  • Martínez advocates for the Public Ministry to quickly formalize charges against Peña and confiscate his assets.
  • She expressed concern that delays in the investigation increase the risk of Peña leaving Paraguay before facing judicial proceedings.
  • The senator also warned that Peña could seek refuge in an allied government if his resignation is accepted, complicating judicial actions.
  • The crisis involves allegations of possible conflicts of interest, misuse of pension funds, and institutional cover-up related to Peña's past involvement with the group controlling Ueno Bank.
  • The Public Ministry has opened a criminal investigation and ordered the detention of eight bank executives and former executives.

A senadora paraguaia Esperanza Martínez pediu que as autoridades do país acelerem as investigações contra o presidente Santiago Peña e adotem medidas para impedir uma eventual fuga do chefe do Executivo. Ao discursar no plenário, ela mencionou o caso de Flávio Bolsonaro (PL), que, segundo a parlamentar, poderia servir de exemplo para o risco de Peña deixar o Paraguai com ajuda internacional e se refugiar em um país onde a Justiça paraguaia não consiga alcançá-lo.

O pedido ocorre em meio à crise política e financeira desencadeada pela intervenção do Banco Central do Paraguai no Ueno Bank, instituição que deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas. O episódio também provocou a renúncia do presidente do Banco Central e ampliou a pressão sobre o governo de Peña.

Martínez defendeu que o Ministério Público formalize rapidamente uma acusação contra o presidente e determine o confisco de seus bens. Para a senadora, a demora nas investigações aumenta o risco de que Peña deixe o país antes de responder judicialmente pelas suspeitas levantadas contra sua gestão.

“Que o imputem rapidamente, para impedir que deixe o país, e que confisquem seus bens. Existe o risco de acontecer o mesmo que ocorreu com Bolsonaro: que, com ajuda internacional, ele acabe em algum lugar onde a Justiça paraguaia não consiga encontrá-lo. É preciso agir rápido”, declarou.

Em outro trecho do discurso, a parlamentar voltou a cobrar providências do Ministério Público e afirmou que o órgão já recebeu há algum tempo um pedido de acusação contra o presidente, mas ainda não tomou medidas.

“É preciso ser rápido, é preciso ser certeiro, e o Ministério Público tem que parar de enrolar, pois já faz tempo que tem em mãos o pedido de acusação contra o Presidente da República e não tomou providências. Ele enganou o povo paraguaio por muito tempo”, afirmou.

A senadora também advertiu que, caso a renúncia de Peña seja aceita, ele poderá deixar o Paraguai de avião e procurar proteção em um governo aliado. Na avaliação de Martínez, esse cenário poderia dificultar a atuação da Justiça paraguaia.

A referência a Flávio Bolsonaro ocorre em meio à proximidade política entre o senador brasileiro e o presidente paraguaio. Em maio de 2026, Flávio chamou Peña de “amigo” em uma publicação nas redes sociais.

Na ocasião, o parlamentar manifestou solidariedade ao presidente do Paraguai durante uma polêmica envolvendo cartazes espalhados em Ciudad del Este que utilizavam a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A crise que envolve o governo Peña começou a ganhar força depois que o Banco Central do Paraguai interveio no Ueno Bank, na segunda-feira (2), após identificar que a instituição não atendia aos requisitos mínimos de solvência.

O banco digital administra aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos. A intervenção provocou uma crise de confiança e deixou milhões de clientes sem acesso às próprias contas.

Na terça-feira (3), o presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, renunciou ao cargo. No dia seguinte, Peña indicou o economista Raúl Vera Bogado para substituí-lo e encaminhou ao Congresso o pedido de aprovação da nomeação.

O caso também colocou sob escrutínio a relação anterior de Peña com o grupo empresarial controlador da instituição. O presidente paraguaio foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank, até março de 2025.

O Ministério Público abriu uma investigação criminal e determinou a detenção de oito dirigentes e ex-dirigentes do banco. Entre os alvos estão o presidente da instituição, Juan Manuel Gustale, e o empresário Miguel Vázquez.

Integrantes da oposição responsabilizam o governo pela crise e acusam Peña de possíveis conflitos de interesse, uso indevido de recursos de fundos de pensão e acobertamento institucional na condução do caso.