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май 8, 2026

Protest against genocide: Irish players call for boycott of game against Israel

Survey reveals 76% of the European country's population rejects a game between the two teams, valid for the 'Nations League'

Protest against genocide: Irish players call for boycott of game against Israel

TL;DR

  • Irish football players, coaches, musicians, and actors are campaigning for a boycott of the Nations League match against Israel.
  • The campaign cites alleged genocide by Israel in Gaza and violations of UEFA and FIFA statutes.
  • A majority of FAI members previously voted to pressure UEFA to suspend Israel.
  • A survey indicates 76% of Irish football fans oppose the match.
  • The Irish Prime Minister supports holding the matches, despite opposing Israeli policy in Gaza.

Grupo contrário ao genocídio provocado por Israel contra o povo palestino e jogadores de destaque do futebol da Irlanda se uniram em uma campanha. O movimento pede boicote à partida de futebol entre as duas seleções, válida pela Nations League, prevista para o fim de 2026.

O Irish Sport for Palestine encaminhou uma carta aberta à Federação Irlandesa de Futebol (FAI), denunciando Israel por cometer genocídio na Faixa de Gaza, além de violar os estatutos da Uefa e da Fifa, entidades que comandam o futebol, ao permitir que equipes atuem em territórios palestinos ocupados.

No mês de novembro de 2025, 93% dos membros da FAI votaram para que a direção da entidade pressionasse a Uefa a suspender Israel. Os organizadores da campanha destacaram que a federação irlandesa deveria “respeitar e representar” essa decisão.

A carta, intitulada “Stop the Game” (“Pare o Jogo”), foi assinada por jogadores da Liga Irlandesa, pelo ex-treinador da seleção masculina Brian Kerr e por Louise Quinn, eleita duas vezes a melhor jogadora do país. O apoio vai além de pessoas ligadas ao esporte, como a banda irlandesa Fontaines D.C., o trio de hip-hop Kneecap e o cantor e compositor Christy Moore, que também assinaram o documento, além do ator indicado ao Oscar Stephen Rea.

A seleção da Irlanda vai receber Israel no dia 4 de outubro, em Dublin. Já a partida do dia 27 de setembro, originalmente marcada para Israel, deve ser realizada em campo neutro.

O documento inclui, também, uma declaração de Roberto Lopes, capitão do Shamrock Rovers e presidente da Associação de Jogadores Profissionais da Irlanda.

“Não podemos ignorar a catástrofe humanitária na Palestina; a enorme perda de vidas precisa estar acima de qualquer consideração esportiva. A Irlanda tem aqui uma oportunidade de liderar e fazer o que outros não farão”, afirmou Lopes, nascido em Dublin e que vai disputar a Copa do Mundo por Cabo Verde.

Micheál Martin, primeiro-ministro da Irlanda, por sua vez, defendeu a realização das duas partidas contra Israel.

“Fomos críticos e nos opusemos fortemente à política do governo israelense em Gaza, em particular. Também condenamos o ataque do Hamas contra Israel, que foi absolutamente horrível. Acho que o esporte é uma área que pode se tornar desafiadora quando entra no campo da política”, afirmou o premiê ao jornal Irish Times.

Uma pesquisa realizada pela Irish Football Supporters Partnership concluiu que 76% dos entrevistados são contra a realização da partida, de acordo com reportagem da Reuters.