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Scaloni pode ser o maior técnico da história das Copas
Lionel Sebastián Scaloni pode se transformar no maior técnico na história das Copas, empatado com o italiano Vitorio Pozzo, que foi campeão mundial em 1934 e 1938.

TL;DR
- Lionel Scaloni pode igualar Vitorio Pozzo como o único bicampeão mundial consecutivo, algo não visto desde o Brasil em 1958/62.
- Scaloni, que antes era auxiliar de Jorge Sampaoli, assumiu a seleção argentina em meio a uma crise e superou críticas iniciais.
- Ele adaptou seu estilo de jogo, focando em mais posse de bola e toques curtos, estilo preferido dos jogadores argentinos.
- Com essa mudança, conquistou a Copa América de 2021, a Copa do Mundo de 2022 e a Copa América de 2024.
- Scaloni já é um dos poucos técnicos a ter sido campeão e vice-campeão mundial, ao lado de nomes como Beckenbauer e Deschamps.
Lionel Scaloni pode se transformar no maior técnico na história das Copas, empatado com o italiano Vitorio Pozzo, que foi campeão mundial em 1934 e 1938. Para se igualar ao italiano, basta “apenas” que ele consiga levar a Argentina ao seu segundo título mundial seguido, o que não acontece desde 1958/62, quando o Brasil ganhou primeiramente com Vicente Feola e depois com Aimoré Moreira.
Sem nunca haver dirigido uma equipe de futebol o ex-lateral do La Coruña. fazia parte da comissão técnica de Jorge Sampaoli, que teve um desempenho caótico em 2018, com empate contra a Islândia (1 x 1), derrota para a Croácia (0 x 3), vitória sobre a Nigéria (2 x 1), e derrota para a França por 4 x 3.
A AFA, CBF deles, como a nossa, vivia em uma bagunça. E, sem unanimidade para definir o novo treinador, manteve Scaloni e seus auxiliares Walter Samuel, ex-zagueiro, e Pablo Aimar, ex-meia. Apesar de ser muito criticado, inclusive sendo chamado de “estagiário”. ele foi ficando. Chegou até a Copa América de 2019, no Brasil. Perdeu da Colômbia, venceu o Catar e empatou com Paraguai. Depois, passou pela Venezuela, perdeu para o Brasil e ficou em terceiro lugar, derrotando o Chile.
Campanha pouco meritória, mas ele continuou no cargo. Resolveu então, como disse em entrevista recente, mudar alguns conceitos. “Em 2018, percebi que havia uma tendência de jogo de transição rápida, pelos lados do campo. Tentei fazer isso, mas percebi que não é o estilo argentino, nossos jogadores gostam de muitos toques curtos. Voltei atrás”.
E acertou. O time se ajeitou, com muita gente no meio e mais Messi. Foi assim que ganhou a Copa América de 2021, derrotando o Brasil no Maracanã e foi para o Mundial de 2022, com Messi jogando muito. Foi campeão. Depois, ganhou outra Copa América, em 2024 e agora pode entrar na história definitivamente.
Até hoje, 21 treinadores foram campeões do mundo, apenas Pozzo repetindo a glória. Nunca alguém venceu dirigindo uma seleção que não fosse de seu país.
Cinco treinadores foram campeões e vices, o que, no mínimo, está garantido para Scaloni. São o alemão Franz Beckenbauer, campeão em 90 e vice em 86, o argentino Salvador Billardo, ganhador em 86 e sub 90, o brasileiro Zaallo, campeão em 1970 e vice em 1998 e o francês Deschamps, campeão em 2918 e vice em 2022.