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май 26, 2026

100 миллиардов долларов и 1249 км путей: гигантский скоростной поезд США, строящийся 17 лет

Сдача объекта является частью проекта строительства California High-Speed Rail (CAHSR), общественного скоростного поезда, который призван соединить Сан-Франциско с Лос-Анджелесом менее чем за три часа.

100 миллиардов долларов и 1249 км путей: гигантский скоростной поезд США, строящийся 17 лет

TL;DR

  • Правительство Калифорнии открыло 60-й крупный проект, связанный со строительством California High-Speed Rail (CAHSR), скоростного поезда, который должен соединить Сан-Франциско с Лос-Анджелесом.
  • Стоимость открытого объекта составила 127 миллионов долларов и представляет собой эстакаду для пересечения транспортных средств и пешеходов над железной дорогой BNSF и будущими путями CAHSR.
  • Проект California High-Speed Rail, начатый в 2008 году, столкнулся с задержками и увеличением бюджета; последние оценки общей стоимости первой фазы составляют от 89 до 128 миллиардов долларов.
  • Первый эксплуатационный участок (IOS), соединяющий Мерсед с Бейкерсфилдом, ожидается к вводу в эксплуатацию в 2032 году.
  • Проект создал более 16 000 рабочих мест и оказал экономическое влияние в размере около 22 миллиардов долларов.
  • Высокая стоимость и задержки объясняются особенностями американской экономики, отсутствием централизованного регулирования, судебными разбирательствами по вопросам экспроприации и более высокими затратами на рабочую силу и материалы.
  • В настоящее время CAHSR предусматривает строительство десятков виадуков и более 191 км активно строящихся участков, а также получает около 1 миллиарда долларов в год от программы штата по торговле квотами на выбросы углерода до 2045 года.
  • Правительство штата Калифорния оценивает проект как перспективный, в то время как федеральное правительство США выражает сомнения в его жизнеспособности и отказывается от дальнейшего финансирования.

Após 17 anos de obras, o governo da Califórnia inaugurou, nos EUA, o 60º grande projeto concluído ligado à BNSF Railway, segunda maior empresa de transporte ferroviário do país, que opera uma rede de mais de 30 mil rotas entre 28 estados norte-americanos e três províncias canadenses.

A entrega faz parte do empreendimento para a construção do California High-Speed Rail (CAHSR), um trem-bala público que pretende conectar São Francisco a Los Angeles em menos de três horas, com velocidades de até 350 km/h.

Com investimento de US$ 127 milhões, a obra inaugurada, principal iniciativa da estrutura inaugurada do CAHSR no condado californiano de Madera, consiste em uma passagem elevada para permitir o tráfego de veículos e pedestres sobre a ferrovia da BNSF e os futuros trilhos do sistema ferroviário de alta velocidade.

A implantação desse sistema ferroviário, no entanto, continua cercada por indefinições de prazo e orçamento que dividem a opinião pública e especialistas.

Os EUA não têm uma malha ferroviária de trens-bala. O único projeto operacional de alta velocidade atualmente em atividade no país é o Acela, operado pela Amtrak, que alcança velocidades de até 240 km/h no Corredor Nordeste, ligando Washington, Filadélfia, Nova York e Boston.

Já o California High-Speed Rail, em construção há quase duas décadas, deve ser o primeiro projeto efetivamente classificado como trem-bala no país, com velocidade operacional prevista para superar 320 km/h, conectando o norte e o sul da Califórnia.

A iniciativa que permitiu a construção do CAHSR, aprovada pelos eleitores californianos em 2008 por meio de um referendo estadual, levou à emissão de cerca de US$ 10 bilhões em títulos públicos para financiar a primeira fase da rede ferroviária. O plano original previa uma ligação entre São Francisco e Los Angeles, com extensão posterior até Sacramento e San Diego, totalizando cerca de 1.250 quilômetros de trilhos.

Inicialmente, a operação deveria ser concluída até 2020, com custo estimado em US$ 33 bilhões.

Ao longo do tempo, as previsões mudaram.

As estimativas oficiais mais recentes apontam custos totais entre US$ 89 bilhões e US$ 128 bilhões para a primeira fase completa da obra, com o primeiro trecho operacional ligando Merced a Bakersfield, no Vale Central da Califórnia. O Initial Operating Segment (IOS), como foi chamado o primeiro trecho operacional da ferrovia, só deve entrar em funcionamento pleno em 2032.

O projeto já gerou mais de 16 mil empregos, com cerca de US$ 22 bilhões em impacto econômico e participação de mais de 900 pequenas empresas, afirma o governo da Califórnia. Mesmo com esses resultados econômicos, o alto dispêndio de um projeto marcado por atrasos levanta questionamentos sobre por que o caso californiano é tão diferente de projetos europeus ou chineses.

A resposta, segundo especialistas, está relacionada ao impacto estrutural de obras públicas na economia norte-americana. Em 2025, sob o governo Trump, o governo federal dos EUA voltou a ameaçar retirar bilhões de dólares em financiamento do projeto. O Departamento de Transportes afirmou que o empreendimento não apresentava um “caminho viável” para conclusão.

Uma das decisões mais criticadas foi iniciar a construção no Vale Central, área menos populosa, em vez de priorizar o acesso aos grandes centros urbanos. O custo por quilômetro também foi alvo de críticas, já que projetos europeus e asiáticos costumam ser significativamente menos dispendiosos, mesmo em regiões topograficamente mais complexas, como áreas montanhosas ou altamente urbanizadas.

Entre os fatores que ajudam a explicar essa explosão orçamentária estão a ausência de uma regulação centralizada, a maior propensão à judicialização envolvendo desapropriações e os custos mais elevados de mão de obra e insumos.

Atualmente, o CAHSR mobiliza a construção de dezenas de viadutos, mais de 191 quilômetros de obras em construção ativa e uma nova fonte de financiamento anual ligada ao programa estadual de créditos de carbono, estimada em cerca de US$ 1 bilhão por ano até 2045, segundo o governo da Califórnia.

A percepção de ineficiência do programa faz com que os números pareçam ainda mais exagerados. Com custo inicial estimado em US$ 33 bilhões, que hoje pode ultrapassar US$ 100 bilhões, e mais de 17 anos entre aprovação política e execução das obras, o trem-bala californiano parece mais distante a cada ano, apesar do avanço físico das construções.

Segundo o governador do estado da Califórnia, Gavin Newsom, “Nenhum estado nos Estados Unidos está mais perto de lançar o trem de alta velocidade”.

Para o governo federal, no entanto, a iniciativa “não tem caminho viável”, disse o secretário de transporte dos EUA, Sean Duffy, que divulgou um relatório sobre os gargalos do projeto para inviabilizar mais concessões federais de subsídios.

As obras da ferrovia vão demandar pelo menos US$ 1 bilhão por ano em financiamento, pelos próximos 20 anos, para completarem-se.